27 maio 2016

Cultivemos o amor recíproco entre nós

Não é que tenhamos de amar a todos da mesma forma, mas a ninguém podemos dever o amor recíproco

Sobretudo, cultivai o amor mútuo, com todo o ardor, porque o amor cobre uma multidão de pecados” (1Pd 4,8).

 

A Palavra de Deus que hoje meditamos, sobretudo a Primeira Carta de São Pedro, está nos falando sobre a brevidade da nossa vida, que parece durar muitos anos – seja vivendo cinquenta, sessenta, setenta, noventa anos… –, mas é breve. Quando olhamos para trás, dizemos: “Nossa, como se passaram rápido os meus dias!”.

Por isso, o melhor remédio para viver é não perder tempo e aproveitar cada momento que nos foi dado para viver. Uma coisa salutar e salvífica, para os dias de nossa vida terrena, é o amor, o grande remédio, a obrigação e missão que temos nessa vida. Devemos, sobretudo, cultivar o amor recíproco de uns para com os outros.

Amar nem sempre é fácil, e o amor será sempre um desafio para nós. De forma natural, amamos a quem nos quer bem, quem chega bem, amamos a quem somos mais afim.

O amor tem de ser mútuo, universal e para todos! Não é que tenhamos de amar a todos da mesma forma, mas a ninguém podemos dever o amor recíproco. Ainda que a mesma pessoa ou as mesmas pessoas não nos retribuam amor, não retribuamos ódio com ódio. Temos de retribuir ódio com amor, porque já retribuímos a indiferença com o amor que recebemos do coração de Deus.

Uma coisa muito importante: o amor cobre uma multidão de pecados, é o melhor remédio que podemos usar para vencer as grandes doenças da vida. As nossas enfermidades vêm, muitas vezes, das decepções, das mágoas, das situações mal vividas e resolvidas, e acabamos acumulando tantas coisas negativas dentro de nós; por isso, precisamos dar uma resposta diferente àquilo que nos fez sofrer.

Amor é remédio, penitência e purificação. Alguns podem dizer: “Ah, padre, é tão bom amar!”. É bom e talvez seja fácil amar quando o ambiente, o clima e as pessoas nos amam também. O amor de cada dia é muito exigente, aquele que não retribui com a mesma moeda e supera as dificuldades.

Não perca seu tempo nem gaste sua vida com as “picuinhas” que se transformam em mágoas e ressentimentos, que vão, aos poucos, tirando de nós o sabor de viver. A vida tem sentido e sabor quando sabemos viver o amor.

Que o amor de Deus seja primordial para conduzirmos os passos de cada dia de nossa existência!

Deus abençoe você!

repensando-a-vida

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Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

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