15 Apr 2026

A redenção do mundo à custa de sangue

O alcance do amor para salvar o mundo

Naquele tempo, disse Jesus: “Deus amou tanto o mundo que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo aquele que nele crê, mas tenha a vida eterna. De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado porque não acreditou no nome do Filho unigênito” (Jo 3,16-21).

Bom, estatisticamente, no Novo Testamento, a raiz do termo grego que corresponde a amor, que é a palavra Ágape, aparece pelo menos 320 vezes. Ora como substantivo não abstrato, mas muito concreto. Ora como um verbo, indicando o movimento de Deus em direção a nós. Ora como um adjetivo, para nos lembrar a qualidade do amor que Deus tem por nós, que é um amor pessoal e incondicional.

A salvação do mundo na entrega perfeita

Claro que para chegar ao axioma, ou seja, à verdade suprema presente no Evangelho de hoje, houve toda uma construção e uma elaboração desde o Antigo Testamento. Para nós, hoje, é relativamente fácil ler assim: “Deus amou tanto o mundo ao ponto de dar a vida, dar o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crê, mas tenha a vida eterna”. Mas para chegar a esta conclusão, muitos embates foram travados, e o Filho de Deus teve que pagar com a própria vida esse preço.

Esse amor não é um amor abstrato, uma ideia vaga do cristianismo para falar que Deus gosta de nós. Esse conceito de amor, ele identifica o nosso Deus. São João conclui: “Deus é amor”, é a sua identidade. Cria por amor, conserva por amor, cuida por amor, governa por amor, conduz por amor e salva por amor.

Esse amor também não é algo estático, mas é um movimento descendente. Não fomos nós que amamos a Deus, mas foi Ele que nos amou por primeiro. O movimento parte de Deus e não conhece nunca a inércia. Deus nunca está parado. O amor d’Ele é sempre movimento, mesmo quando nós nos aprisionamos nos nossos pecados, mesmo quando freamos essa força de amor.

O sinal do amor de Deus

Deus insiste em nos buscar e nos amar. Ele fez isso conosco na Páscoa, na Ressurreição do Seu Filho. Esse amor também tem algumas nuances peculiares. É possível adjetivar o amor de Deus por aquilo que Jesus mesmo nos revelou sobre Ele.

O amor de Deus é paciente, é magnânimo, tudo crê, tudo suporta, tudo espera, tudo perdoa… nunca acaba. É esse o que nós chamamos, no tempo de hoje, de um “combo” que nós recebemos na pessoa de Jesus. Deus nos amou tanto, tanto, tanto… Agora, é hora também de respondermos a esse amor.

Sobre todos vós desça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!


Padre Donizete Heleno Ferreira

Padre Donizete Heleno Ferreira é Brasileiro, nasceu no dia 26/09/1980, em Rio Pomba, MG. É Membro da Associação Internacional Privada de Fieis – Comunidade Canção Nova, desde 2003 no modo de compromisso do Núcleo.

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