01 ago 2011

Senhor, salva-me!

Depois de Jesus ter alimentado milagrosamente o povo – que estava como que ovelhas sem pastor – Ele manda Seus discípulos navegarem de volta para Genesaré, enquanto despedia as multidões que O queriam fazer rei, embora ainda não tivesse chegado a hora para isso.

O Senhor despediu as multidões e subiu o monte – a sós – para orar. Era uma situação difícil, e Ele tinha que se fortalecer com a oração, para agir sabiamente conforme a vontade do Pai. No crepúsculo, do monte, Ele viu os discípulos ao longe, remando vigorosamente na escuridão, pois enfrentavam um forte vento contrário.

Em plena madrugada Seus discípulos O viram andando sobre a água, prestes a ultrapassar o seu barco. Assustados, pensaram que fosse um fantasma e gritaram, com medo. Nunca haviam visto um fantasma, mas um homem de verdade não podia andar sobre a água assim. Assustados, ficaram sem rumo a tomar.

Quantas vezes também passamos por tempestades nesta vida, e com perplexidade lutamos para vencer os problemas que nos parecem insolúveis. Não devemos nos desesperar, porque sabemos que nosso Salvador sabe da nossa situação e virá nos socorrer a tempo. Saiba que o Senhor não se divertiu com a aflição dos discípulos, mas imediatamente os tranquilizou: “Coragem! Sou eu. Não tenham medo”. Pedro se animou tanto ao vê-Lo andando sobre a água assim, que Lhe pediu permissão para fazer o mesmo e ir até Ele.

Aqui vemos a fé de Pedro: estava disposto a fazer uma coisa que era naturalmente impossível, mesmo arriscando a morte naquelas águas perigosas, convicto de que o Senhor Jesus lhe daria o amparo necessário, se Ele assim quisesse. A fé é provada pelas obras. O Senhor disse ao apóstolo simplesmente: “Venha!” E Pedro desceu do barco e andou sobre as águas para ir ter com Ele. Não ficou na intenção, mas demonstrou a legitimidade da sua fé.

Nossa fé é, muitas vezes, forte na teoria, mas fraca na prática. Sejamos como Pedro, obedecendo às ordens do Senhor: notem que ele pediu para que o Senhor o mandasse ir, ele não foi por conta própria. O Senhor aproveitou a ocasião para nos dar uma lição. Pedro estava a andar sobre as águas, confiante no poder de Cristo para sustentá-lo.

“Mas, quando reparou no vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: Senhor, salva-me!” Pedro sentiu o poder do vento, e teve medo porque começou a duvidar, pois sabia que ele próprio não tinha condições para andar na água, duvidou do poder do Senhor, e imediatamente, em consequência, começou a afundar.

A lição é que, quando o Senhor nos chama para Si, podemos estar certos que Ele é poderoso para afastar todos os obstáculos do caminho. Deixemos todo embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia e corramos, com fé e paciência, a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, Autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta para que todos nós fôssemos salvos por intermédio de Sua Morte e Ressurreição.

Pedro não procurou nadar, o que parece que ele sabia fazer, mas sabiamente recorreu logo ao Senhor Jesus. Não foi preciso uma oração comprida, cheia de lindos termos de linguística e citações bíblicas, ou uma prece repetida várias vezes – senão ele teria se afogado antes de terminar – mas sim uma oração curta, objetiva, para a Pessoa certa: “Senhor, salva-me!”

No momento mais difícil da sua vida, com grande fé, este deve ser o seu grito: “Salva-me, Senhor!”

Padre Bantu Mendonça


Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

https://www.facebook.com/pe.rogeraraujo/?fref=ts

Comentários