12 jan 2011

Se você quer ser curado, dê o primeiro passo

Jesus andou por toda a Galileia ensinando nas sinagogas, anunciando a Boa Nova do Reino e curando as enfermidades e as doenças graves do povo. No Evangelho de hoje, vemos que Jesus, com concisa precisão, dirige-se a uma casa. “Logo que saíram da sinagoga, foram para a casa de Simão…”, o evangelista Marcos indica que Jesus descarta a sinagoga e afirma seu ministério no espaço da “casa”. É a casa o lugar onde se reúne a nova comunidade e que se torna o centro de irradiação da missão. Na “casa”, a mulher, libertada de sua exclusão, exerce a prática essencial das novas comunidades, que é o serviço. É à porta da casa que se reúne a cidade inteira.

Jesus não se deixa reter por uma comunidade particular. Seu ministério missionário é dirigido amplamente a toda a Galileia e aos territórios vizinhos. Por isso, Sua fama se espalhava por toda a região da Síria. Todo povo levava a Jesus pessoas que sofriam de várias doenças e de todos os tipos de males, isto é, epiléticos, paralíticos e pessoas dominadas por demônios; e Ele curava todos. Grandes multidões o seguiam; era gente da Galileia, das dez cidades, de Jerusalém, da Judeia e das regiões que ficam no lado leste do rio Jordão.

A sogra de Simão estava com febre. Identificada a doença, Jesus se aproxima dela e a cura. O que falta para que Ele cure também a sua doença? Identifique-a e clame por Jesus. Se for o pecado, lembre-se de que não precisa explicação. Se você quer ser curado do pecado, ele só precisa ser reconhecido. Por favor, não jogue a culpa nos outros. Não diga: “Eu pequei, porque estava muito sozinho, porque meu marido me abandonou ou porque meu pai não me compreende”. “Eu estou nas drogas, porque ninguém gosta de mim; eu bebo, porque a sociedade é injusta; eu faço isso por aquilo”.

Enquanto você estiver tentando explicar, nunca dará o primeiro passo. Se você quer ser curado, transformado, só tem que dar um passo, ou seja, dizer como o ladrão na cruz: “Este não fez nada, mas nós sim; nós merecemos, porque nós somos ladrões, nós fizemos mal”.

Você já reconheceu qual é o seu problema? Talvez o seu problema não seja dinheiro, não seja a saúde nem o marido ou  a mulher; talvez não seja o filho nem o pai. É possível que o seu problema não seja o chefe nem a inflação.

Talvez todas essas coisas sejam pretexto para esconder seu verdadeiro problema, cujas raízes são mais profundas. Se você tomar consciência de sua situação, se a reconhecer e aceitá-la, já deu o primeiro grande passo na recuperação. Mas existe muita gente que, apesar de dar este primeiro passo, sente que nada muda. Por quê?

Em algum momento temos de parar, reconhecer nossa situação, clamar e pedir ajuda. Fale, em seu coração, com Deus. Diga: “Senhor, o meu problema sou eu, o meu temperamento, o meu caráter, pois sou impaciente, explodo por qualquer coisa. Não tenho sabido dominar meu temperamento. Este é meu problema, Senhor! Meu problema não é meu patrão nem as oportunidades que os outros têm; meu problema é o meu temperamento. Sou impontual, desorganizado e não tenho forças para sair desta situação sozinho, preciso de Sua ajuda, meu Deus.

Vejam agora a resposta de Jesus a este ladrão. Ele disse: “Em verdade, em verdade te digo. Estarás comigo no paraíso.” Repare que o ladrão somente pede: “Lembra-te de mim, nada mais”. Mas Jesus lhe diz: “Eu te prometo que estarás comigo no paraíso”. Nunca mais o bom ladrão estará sozinho, abandonado, rejeitado; nunca mais ele passará fome. “Você estará comigo para sempre, por toda a eternidade”, disse o Senhor.

Jesus, eu O procuro com sinceridade, na certeza de encontrar, no Senhor, palavras que façam reviver a esperança no meu coração.

Padre Bantu Mendonça

Fonte: Retirado do Blog do padre Bantu

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