09 ago 2010

Quem ama não cobra!

Cafarnaum era uma cidade muito importante no tempo de Jesus; aliás, era tão importante que foi estratégico para Ele fazer da casa de Pedro – que era em Cafarnaum – a sua segunda casa. Cafarnaum era passagem de muitas pessoas; ali acontecia muito giro de dinheiro, fruto da comercialização que acontecia pelo fato de transitarem muitas e muitas pessoas. Foi lugar estratégico no ministério de Cristo, fato este que 80% do  Seu ministério se deu neste lugar; era estratégico para anunciar a Boa Nova do Reino.

Neste lugar, pela realidade econômica, pois muito dinheiro girava, é a justificativa de ali ter sido criado um ponto de coletoria de impostos; quem era o coletor de impostos deste lugar até Jesus chamar para ser apóstolo? Levi – que passou a se chamar Mateus.

É numa destas ocasiões que Pedro é surpreendido com a pergunta acerca do pagamento de impostos que era cobrado dos estranhos, daqueles que não eram filhos daquele lugar; eles questionam o Senhor sobre o não pagamento – aparentemente. Para dizer que Jesus não era visto como filho daquele povo, daquela cultura; ou seja, a indiferença para com Cristo era nítida.

O Senhor surpreende Pedro, ao chegar em casa, com uma pergunta, mais ou menos assim: “Não é dos estranhos, daqueles que não são filhos que devem cobrar o devido imposto?” Imposto este que era destinado ao templo. Pedro confirma o que Jesus diz. Para não escandalizá-los o Senhor pede ao  apóstolo [Pedro] que tome uma moeda da boca de um peixe – o primeiro que fosse apanhar – para dar de imposto à pessoa encarregada.

Na vida, corremos o risco de entrar e viver semelhante indiferença. Podemos, em nossa vida, ter Jesus não como Alguém íntimo nosso, mas como uma Pessoa estranha. Tudo pelo fato de não vivermos em comunhão com Ele. Daí, quando as coisas ficam difíceis somos os primeiros a cobrar algo: em vez de uma moeda – imposto – cobramos que o Senhor venha em auxílio às nossas necessidades, vivendo uma vida de interesse para com o Senhor.

Muitas e muitas vezes, temos Jesus Cristo como um verdadeiro garçom, empregado, alguém que deve estar disponível para satisfazer os nossos caprichos. Jogamos com Deus, cobramos tudo – tudo deve ser do meu jeito, na minha hora e o que eu quero; e Jesus deve obedecer; se algo não sai como eu quero, brigo, cobro, exijo. E depois queremos perguntar  por que a vida não está indo bem? É muito disparate da nossa parte!

Daqueles que são íntimos do meu coração eu não posso cobrar nada, não posso exigir nada… preciso é viver uma profunda intimidade com estas pessoas, a começar pela Pessoa de Jesus, pois não existe realidade mais íntima em cada um de nós do que a Pessoa viva e ressuscitada de Jesus, meus irmãos e irmãs! Tomemos consciência disso, urgentemente, de uma vez por todas!

Da pessoa amada não temos o direito de cobrar nada; temos o direito de cobrar de nós: amor, respeito, intimidade, postura; principalmente se o amor da nossa vida deve ser Deus!

Padre Pacheco

Comunidade Canção Nova

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