20 fev 2008

O LUGAR DE DESTAQUE NO REINO DE JESUS Mt 20,17-28

Deus educa-nos à prática do bem e da humildade. Entregando sua vida ao Pai, Jesus preparava os discípulos para o anúncio do Reino: “Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos sumos sacerdotes e aos mestres da Lei. Eles o condenarão à morte”.

O mestre toma a decisão livre e também responsável. Digo livre e responsável por que só os homens livres é que são responsáveis dos seus atos. E O viver de Jesus entre os nós foi uma liberdade total na obediência à vontade de Deus seu Pai. E chegada à hora crucial, decide dirigir-se para Jerusalém para aí fazer seu anúncio libertador e consumar os mistérios pascais. E para tanto, Jesus se empenha em esclarecer seus discípulos sobre os riscos que lá o aguardam, pois sabia que os chefes judeus haviam decidido a Sua morte.

Por outro lado vemos os discípulos como que desconhecendo tudo o que Jesus fala e o mais grave é que pensavam que Ele dirigindo-se para Jerusalém consolidaria o poder político anunciado pelos profetas, o que também não passava de um mal entendido sobre o real messianismo do ungido do Senhor. É o que eles esperavam e expressavam nos bastidores como sendo a gloria.

Portanto, pensavam tomar parte do poder político de Jesus e talvez até serem nomeado ministros, senadores, governadores em fim.

Jesus, porém, descarta o poder político, caracterizado como opressor e tirânico. No reino dos céus o maior tem de ser aquele que serve a todos. O primeiro tem de ser o último. Renova nos discípulos a proposta de consagrarem sua vida ao serviço aos mais necessitados, pelo que os excluídos são reintegrados na vida e Deus é glorificado. Pois o seu ministério é um mistério de comunhão, é partilha e serviço, é vida e compromisso.

De outra parte, a mãe dos filhos de Zebedeu faz-lhe um pedido de privilégio, de destaque para seus filhos. Porque também ela pensava: se fizer um pedido àquele que em breve terá a faca e o queijo na mão, os meus filhos terão um cargo importantíssimo no seu governo. Todavia, Jesus mostra-lhe como eles podem conseguir. Será à custa de muito sacrifício. O cálice de fel, de mortificação, de jejum, de penitência e oração.

 Estando nós no tempo da quaresma não podemos e nem devemos ansear outro cálice senão o de conversão e de misericórdia.

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