21 jan 2016

Não permitamos que a inveja faça morada em nós

A inveja é um veneno terrível, invade o coração humano e não nos permite raciocinar, pensar sobre nossos atos e atitudes

“Saul falou a Jônatas, seu filho, e a todos os seus servos sobre sua intenção de matar Davi. Mas Jônatas, filho de Saul, amava profundamente Davi” (1 Sm 19,1).

 

Amados irmãos, a Palavra de Deus, que vem hoje ao nosso encontro, sobretudo na Primeira Leitura de Samuel, mostra-nos duas disposições ou mesmo virtudes e vícios do coração humano. A primeira delas é o sentimento terrível de inveja que toma conta do coração de Saul, que começa a invejar Davi porque o povo estava muito satisfeito com ele e começou a referenciá-lo mais do que a Saul. Em vez de rever sua própria vida, Saul deixou a inveja tomar conta de seu coração.

Quando a inveja toma conta do coração humano, é uma verdadeira desgraça, porque ela nunca vem sozinha, puxa os sentimentos mais negativos. A inveja de Saul puxou sobre ele a cólera, a ira e a raiva. Ele, profundamente, desejou matar Davi.

Veja, ele ficou encolerizado não porque Davi havia feito algo a ele, porque o havia provocado; muito pelo contrário, Davi manteve-se na humildade. Mas a inveja é um veneno terrível, invade o coração humano e não nos permite raciocinar sobre nossos atos e atitudes; de repente, estamos falando mal das pessoas, jogando umas contra as outras. Nós as estamos provocando, para que também queiram o mal daquela a quem estamos invejando. Depois, é claro, que sentimos raiva e cólera.

É verdade que não gostamos da presença da pessoa que invejamos, e quando alguém fala bem dela temos uma alguma notícia boa daquela pessoa, logo procuramos envenenar, porque a inveja é um verdadeiro veneno!

Por outro lado, o filho de Saul, Jônatas, amava seu pai, mas amava profundamente Davi, seu amigo; tinha por ele um respeito, uma consideração e uma amizade verdadeiramente profunda. E desta amizade profunda é que Jônatas vai prevenir Davi da cólera de seu pai Saul, para que não caia nas ciladas, naquilo que seu pai estava tramando para matá-lo.

Amigo é aquele que está conosco, sobretudo em nossa ausência, quando alguém (pode ser a pessoa mais importante do mundo) fala mal de nós, fala alguma coisa contra nós, é o primeiro a se doer, a querer nos defender e nos proteger. O amigo pode até nos atacar pessoalmente, brigar conosco, mas não permite que ninguém nos faça mal.

Amigo é aquele que nos protege e se faz presente quando nos fazemos ausente, é a nossa presença, é aquele que fala por nós, defende-nos e luta por nós!

A amizade verdadeira que Jônatas nutria por Davi ilumine nossas amizades, nossos relacionamentos para que o nosso coração não seja tomado pela inveja que mata, destrói e arranca os sentimentos mais profundos da alma!

Deus abençoe você!

repensando-a-vida

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