29 out 2010

Jesus tem um amor preferencial

Jesus encontra-se na casa de fariseus e lá está para tomar refeição com eles. Interroga-os acerca da atitude de se curar alguém em dia de sábado ou não. Mediante o silêncio deles, Jesus toma o enfermo e cura-o na presença de todos. Jesus tem um amor preferencial pelo doentes, marginalizados, excluídos da salvação.

Por que essa preferência de Jesus pelos marginalizados da salvação? “Não têm necessidade de médicos os sãos, mas os doentes. Ide, aprendei o que significam essas palavras: Eu quero misericórdia e não o sacrifício” (Os 6,6). “Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores” (Mt 9,12b-13). Eis aqui a explicação da conduta de Jesus e o substrato de todo o Seu ministério de encarnação na raça humana, a razão de toda a Sua vida e do Seu Evangelho, a finalidade da Sua morte e ressurreição.

Jesus provoca intencionalmente o escândalo dos puritanos tomando partido dos pecadores para mostrar a misericórdia de Deus, que os acolhe e perdoa como o pai do filho pródigo o faz. Mais ainda: avisou aos chefes religiosos do povo judeu de que publicanos e prostitutas lhes antecederiam no caminho do Reino de Deus. De fato, foram os pecadores e ignorantes, os pequenos e os pobres, os doentes e os marginalizados que captaram a mensagem libertadora de Cristo melhor que os justos e os sábios, os grandes e os entendidos.

Ninguém, pois, deve escandalizar-se; porque a misericórdia de Deus não é cumplicidade e laxismo permissivo, mas procura do homem para o promover e o redimir. Mateus era um marginalizado da salvação e um discriminado social, como o são hoje tantos homens e mulheres. Não obstante, ou precisamente por isso, Cristo dignifica-o e restabelece-o na sua condição de pessoa e de filho de Deus com o voto de confiança que supôs o convite do “segue-me”. Sugestão que, por certo, contava com todos os pressupostos em contrário. Mas para o Senhor a pureza religiosa autêntica não é a legal, mas a conversão ao amor, à piedade e à misericórdia.

Padre Pacheco

Comunidade Canção Nova

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