06 jul 2011

Jesus nos conhece e chama pelo nome

Ao ordenar que os discípulos curassem os doentes, ressuscitassem os mortos, sarassem os leprosos e expulsassem os demônios, Jesus pretende que os Seus seguidores reproduzam Sua vida, ao mesmo tempo em que os convoca a empregarem todos os recursos e forças para a solução dos problemas mais angustiantes das ovelhas perdidas da casa de Israel.

Cristo veio procurar a única ovelha que se tinha perdido (cf. Mt 18,12). A única ovelha que é você, que é o seu marido, a sua esposa, o seu filho, a sua filha, o seu parente. É por essa alma perdida, por esta ovelha desgarrada que o Bom Pastor foi enviado. Ele que, desde sempre, fora prometido: para ela nasceu e por ela foi entregue. Ela é única, tomada dos judeus e das nações, tomada de todas as nações, única no mistério, múltipla nas pessoas, múltipla pelo corpo segundo a natureza, única pelo Espírito segundo a Graça. Numa palavra: uma única ovelha e uma multidão inumerável.

Por isso, Aquele que veio procurar a única ovelha foi enviado às ovelhas perdidas da casa de Israel. No seu todo, mas também na sua individualidade. Por isso, chama pelo nome e de uma maneira detalhada para dizer que Ele nos trata não quantitativa, mas qualitativamente.

Ele nos conhece e chama pelo nome: Simão, chamado Pedro, e o seu irmão André; Tiago e o seu irmão João, filhos de Zebedeu; Filipe, Bartolomeu, Tomé e Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, filho de Alfeu; Tadeu e Simão, o nacionalista; e Judas Iscariotes. Jesus associa à Sua atividade um grupo de homens que irá pregar a Boa-Nova e realizar os prodígios que Ele realizou. Aos Seus seguidores, Jesus dá ordem de continuarem Sua obra em favor das pessoas, confere-lhes autoridade para expulsar maus espíritos e curar os doentes.

Por nós mesmos, como cristãos, não tínhamos um “poder mágico” para realizar esses milagres, mas o evangelista usa essa imagem para expressar a luta dos discípulos de todos os tempos contra tudo aquilo que destroi a vida humana, física, psicológica ou espiritualmente. Assim, nos dá a conhecer o Seu amor por nós e nos compromete com Sua missão. Ele nos converte em discípulos e missionários Seus com uma vocação específica na Igreja por Ele mesmo instituída. Quer como bispos, quer como presbíteros, assim como leigos.

Portanto, meu irmão, se o Senhor fora enviado como verdade para os ludibriados, como caminho para os transviados, como remédio para os doentes, como resgate para os cativos e como alimento para os que morriam de fome, você – como discípulo e missionário d’Ele no mundo de hoje – não pode nem deve ser outra coisa senão aquilo que Ele foi e é em mim e em você. Ele foi a todos e a cada um. Foi enviado às ovelhas perdidas da casa de Israel para que elas não se perdessem para sempre e tivessem vida e vida em abundância.

Esta é a minha e a sua tarefa: anunciar a Boa Nova descobrindo no mundo os ‘espíritos maus’, isto é, os males que alienam e marginalizam as pessoas a buscar a cura, pois o Reino de Deus está próximo.

Padre Bantu Mendonça


Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

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