19 jan 2011

Jesus cura o homem da mão aleijada

Neste texto podemos ver claramente como o fanatismo e sectarismo cegam nossa mente. O homem se torna capaz de compreender o real sentido da fé, da espiritualidade e do bem-estar da alma. Ele não é capaz de compreender que só com amor e fazendo bem ao próximo é que conseguirá ter a festa no céu. Que somente vivendo e praticando a solidariedade com os que passam necessidades, com os doentes, com os que sofrem as catástrofes naturais no Rio de Janeiro, em São Paulo e em tantos outros lugares no Brasil e do mundo possuirá como herança a vida eterna lá no céu.

Sem amor a Lei pouco importa. Ela é morta e os que lhe são submissos estão condenados a desaparecer com ela. Aliás, a Lei não foi criada somente para punir, mas, para mostrar os limites ao homem. Quando Deus disse: “Não matarás”, Ele quis dizer que esse ato é ruim tanto para a vítima como para o assassino. Mas, nossos desejos, maldades e cegueira não nos deixam compreender isso com facilidade. Assim o imbecil, com uma arma na mão, após matar uma pobre vítima, se acha esperto e até zomba da pobre alma que foi tirada da vida. No entanto, não sabe ele, que matando um inocente, está também matando a si próprio. Pois, cada vida tirada é uma penalização aumentada no corpo de quem mata. Mesmo sem a antiga máxima de “olho por olho, dente por dente”, Jesus deixou claro que: “Quem com ferro fere com ele será ferido”.

Então o que eleva a alma não são as leis, mas, os sentimentos que têm de ser puros, inocentes e iluminados. Por isso Jesus nos disse que se quisermos entrar no Reino dos céus teremos de voltar a ser crianças. E o que nos faz ser inocentes, puros de coração e de alma é o amor, pois, como nos ensina São Paulo, o amor é o vínculo da perfeição. E para São João, Deus é amor. Quem ama permanece em Deus. E para que o amor de Deus se manifeste em nós, não temos outro caminho senão colocar os mecanismos dessa virtude em prática, que são caridade, humildade, misericórdia e bondade. Diz Jesus: “Dei-vos um exemplo, para que assim como eu fiz façais vós também”.

Voltando ao Evangelho de hoje, nos perguntamos: “Então como Jesus poderia deixar de ajudar o pobre homem só porque era sábado?” O sábado no Antigo Testamento, que para nós cristãos é o domingo, é um dia consagrado ao Senhor. E o Senhor é o Senhor da vida e não da morte. Da saúde e não da doença. Da alegria e não da tristeza. Do perdão, da misericórdia, da liberdade e não da condenação.

Na verdade, o que temos de praticar é o amor, a amizade e a misericórdia, para que o amor divino se manifeste em nós.Pai, sejam minhas mãos usadas somente para a prática do bem. Livra-me de mantê-las fechadas a quem precisa de minha ajuda, e de usá-las para fazer o mal.

Padre Bantu Mendonça

Fonte: Retirado do Blog do padre Bantu


Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

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