01 Aug 2010

Acumulamos aquilo que amamos!

Neste final de semana abre-se em toda a Igreja o mês das vocações. Vocação, chamado que Deus faz a cada um de nós para que venhamos a segui-Lo em um estado específico de vida.

Independente do estado de vida para o qual fomos chamados, o primeiro chamado não consiste em realizarmos algo, a começar pela evangelização, por exemplo; o Senhor nos chamou para estarmos com Ele, para sermos íntimos d’Ele e, consequentemente, Ele nos dirá o que temos que ser, para depois fazermos algo, no caso, evangelizar.

A grande pergunta para cada um de nós, na liturgia deste final de semana, é esta: de quem será o que foi acumulado por cada um de nós? O que estamos acumulando?

O ser humano traz algo dentro de si que é interessantíssimo. Sempre, quando nos deparamos com algo de que gostamos muito, logo nos perguntamos: “Por que não possuir isso?” Esta pergunta, muitas e muitas vezes, é feita de forma inconsciente. A causa disso é que nós sempre vamos querer acumular aquilo que amamos ou passamos a amar; queremos trazer dentro de nós, sempre, aquilo e aqueles que amamos.

Mas a questão fundamental é esta – e aí está a loucura que Jesus aponta -: nada daquilo que acumulamos poderá de ir conosco ou permanecer eternamente após o término da nossa vida na terra.  Segundo a Palavra de Deus, o homem que mandou construir celeiros para armazenar os seus bens não imaginava que iria partir ainda naquela noite e que nada poderia ir conosco e permanecer eternamente neste mundo.

Só há uma realidade que permanece eterna e vai conosco após nossa partida deste mundo: só ficarão, e será isso que poderemos apresentar diante de Deus: os valores e as virtudes que tivermos vivido. Perpetuamos os valores e as virtudes à medida que nos ocupamos com isso, educando as pessoas que estão sob a nossa responsabilidade, para que vivendo, propaguem o amor pelo bem que são e propagam.

O que estamos acumulando em nossa vida? São pessoas e bens materiais ou são valores e virtudes, realidades estas que jamais morrerão? Não nos esqueçamos jamais disso: acumulamos aquilo que amamos; amemos o Senhor de forma concreta e objetiva: sendo homens e mulheres apaixonados pelos valores e virtudes, visto que não há maior valor do que sermos de Deus e termos vindo d’Ele.

Tudo nos será tirado; só permanecerá a melhor parte, aquela que nunca nos será tirada: a vida vivida em Deus e por Deus, fundamentada nos valores e nas virtudes!

Padre Pacheco

Comunidade Canção Nova

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