06 ago 2011

A verdadeira luz sobre a Paixão de Cristo

Após Pedro, em Cesareia, proclamar Jesus como Filho de Deus, a Transfiguração vem confirmar e dar aos três discípulos – Pedro, Tiago e João – um deleite prévio da glória definitiva antes das amarguras passageiras da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo.

Este mistério nos é contado pelos evangelistas Marcos, Mateus e Lucas. O Divino Salvador, que recapitulava em Si todas as grandezas do povo eleito, conversa com Moisés e Elias, os dois arautos que tinham parcialmente prefigurado a Sua missão.

Existiram santos que, numa hora decisiva da história, ouviram uma voz divina, a exemplo de Paulo – então Saulo – perto de Damasco; ou tiveram aparições do céu. Na Transfiguração temos isso e mais.

A cena gloriosa do Tabor destina-se a colocar na sua verdadeira luz a bem-aventurada Paixão do Calvário. E a nossa vida cotidiana, permeada por sofrimentos, torna-se uma “veste de glória” quando esses mesmos sofrimentos são oferecidos a Deus.

Com essa visão sobrenatural, Jesus dava uma confirmação à confissão de Pedro: “Tu és o Cristo, Filho do Deus Vivo”. Aquele instante de glória sobre-humana era o penhor da glória da Ressurreição. O Filho do Homem vivia na glória do Seu Pai.

A Transfiguração, que faz parte do mistério da salvação, é bastante merecedora de uma celebração litúrgica, celebrada pela Igreja – tanto do Ocidente como do Oriente – de vários modos e em diferentes datas, razão pela qual o Papa Calisto II a estendeu à Igreja universal.

Quando Deus veio à terra, na pessoa de Jesus Cristo, adotou uma forma humana. Fisicamente, Jesus se parecia como qualquer outro homem. Ele teve fome, sede, cansaço, entre outros. Sua divindade foi vista apenas indiretamente em Suas ações e Suas palavras. Mas, numa ocasião, a glória divina interior de Cristo resplandeceu e se tornou visível.

Permita-me, caro irmão, que sempre medita comigo o Evangelho do dia: hoje louvo e agradeço ao Pai que me chamou ao sacerdócio ministerial. Foi num dia como hoje – 6 de agosto de 2000 – que das mãos de Dom Oscar Lino Lopes Fernandes Braga, na Diocese de Benguela, fui ordenado presbítero.

Peço a você que reze comigo – e por mim – agradecendo, louvando e suplicando a Deus Pai, a fim de que a Transfiguração me leve a confessar Jesus como Seu Filho amado, e a reconhecer que sou chamado a expressar o esplendor divino dentro e fora do ministério sacerdotal, que trago no vaso de barro, que é o meu corpo.

Padre Bantu Mendonça


Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

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