04 maio 2010

A paz que o Senhor dá*

“Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz; não vo-la dou como o mundo dá”. A paz de Cristo é o conjunto de todas as bênçãos messiânicas da Nova Aliança contida numa palavra: vida; e numa realidade-chave: salvação de Deus. Como o dom da paz que Cristo outorga é Ele mesmo, com razão, podemos chamar a Cristo “nossa paz”, como diz São Paulo.

Neste sentido, a paz de Cristo difere totalmente da paz dada pelo mundo. A paz de Deus é dom gratuito, que nasce do favor divino, isto é, do amor do Pai e de Jesus aos Seus, que assim se sabem amados e reconciliados com o Todo-poderoso. Por isso é distinta a paz interesseira e temporal dada pelo mundo, resumida basicamente na ausência de guerra e violência, ou melhor, no equilíbrio de forças.

A paz do alto infunde no crente alegre segurança da permanente presença de Cristo por meio de Seu Espírito Santo. A partida de Jesus, que é o contexto ambiental que paira em toda a seção do discurso de despedida, não deve provocar nos discípulos medo e desgosto, mas sim, paz e alegria, porque, de fato, o Ressuscitado vai para a glória do Pai, de quem virão a nós todas as bênçãos com a Sua paz. “Se eu não for, não virá o Paráclito”.

“Se me amásseis, ficaríeis alegres por eu ir para o Pai, porque o Pai é maior do que eu”. Embora seja igual ao Pai e um com Ele, como repetidas vezes afirmou Jesus, o Filho tem agora velada a Sua glória divina, como homem que também é; glória que teve desde o princípio e que o Seu regresso ao Pai se manifestará novamente.

Além disso, o próprio Jesus tinha dito: “O enviado não é mais do que quem o envia”; e Ele é o enviado do Pai. Durante Sua missão na terra, Cristo é “menos” do que quem O enviou; mas a Sua partida significa missão cumprida. Agora Nosso Senhor Jesus Cristo será glorificado com aquela mesma glória que possuía junto do Pai antes que existisse o mundo.

Embora se aproxime o final de Jesus, não é o diabo, o príncipe deste mundo – que carece totalmente de poder sobre quem não tem pecado – que dirige os acontecimentos, mas a livre aceitação da vontade salvadora do Pai por parte de Cristo Jesus. “É necessário que o mundo compreenda que eu amo o Pai, e que o que o Pai me manda e eu o faço”.

Padre Pacheco

Comunidade Canção Nova

*Cf. B, CABALLERO. A Palavra de cada dia. p. 227-228. Paulus: 2000.

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