26 fev 2011

A beleza de ser criança como garantia do Reino

Depois de Jesus ter falado da importância do matrimônio no Evangelho de ontem, hoje nos propõe contemplar a beleza de ser criança como garantia do Reino. A família saudável é aquela que se expõe à graça de Deus e pede a benção para si e para os seus filhos. É o que vemos neste Evangelho. As crianças são trazidas para serem abençoadas. Os discípulos, porém repelem-nas. Todavia, Jesus repreende sua atitude. Por quê? A razão é simples.

A criança representa simplicidade, inocência e dependência. Elas ainda estão livres da malícia e fingimento. Nela está a simplicidade e inocência que são as características do Reino. Assim, elas se tornam sinais do Reino presente entre nós. A pureza de coração é inseparável da simplicidade e da humildade. Exclui todo pensamento de egoísmo e de orgulho. Eis porque Jesus toma a infância como símbolo dessa pureza, como já a tomara por símbolo de humildade. Quem não receber o Reino de Deus como uma criança nunca entrará nele. Sê, pois, simples, humilde, puro e serás, tu e a tua família também destinatário do Reino como as crianças.

Meu irmão, minha irmã, o teu filho precisa receber o toque da Graça. As mãos elevadas para o Céu, na Bíblia, são símbolos de oração e transmissão de bênção, consagração e cura. A imposição das mãos transmite o amor de Deus. Quando um pai ou mãe abençoa um filho, uma filha está transmitindo bênção. Transmite uma energia espiritual, porque o ser humano é também espiritual. Uma pessoa quando está em comunhão, comprometida com o bem transmite energia espiritual positiva, benéfica. E quando está comprometida com o mal transmite energia espiritual negativa, portanto, maléfica. Eu te pergunto: que carga você traz no seu dia a dia? Lembro-te de que algumas pessoas nos fazem bem e outras mal – por causa do encardido com o qual fizeram um pacto.

Jesus transmitiu àquelas crianças a paz e atenção e sobre tudo as fez medida para os destinatárias do Reino. Em verdade vos digo: Quem não receber o Reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele. Aqui a criança serve de exemplo não pela inocência ou pela perfeição moral. Ela é o símbolo do ser fraco, sem pretensões sociais: é simples, não tem poder nem ambições. Principalmente na sociedade do tempo de Jesus, a criança não era valorizada, não tinha nenhuma significação social. A criança é, portanto, o símbolo do pobre marginalizado, que está vazio de si mesmo, pronto para receber o Reino.

Pai, coloca no meu coração o mesmo carinho e afeto que Jesus demonstrou às criancinhas, pois a simplicidade delas me ensina como devo acolher o teu Reino.

Padre Bantu Mendonça

Fonte: Retirado do Blog do padre Bantu

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