27 ago 2014

O que prevalece são os valores que cultivamos no coração

Não se esqueça de que, no entardecer da vida, a casca vai para o cemitério e o que prevalece é o que temos dentro de nós: os valores que cultivamos no nosso interior e no nosso coração! 

“Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós sois como sepulcros caiados: por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda podridão!” (Mateus 23, 37).

O Mestre Jesus hoje nos mostra mais um ponto duro da vida farisaica, como os mestres da Lei e os fariseus da Sua época, doutores e senhores da religião e do conhecimento da Lei vivem. Nós somos chamados a rever as nossas posturas, a nossa conduta de vida, porque o que vemos por fora, muitas vezes, é só a casca.

Às vezes, nós caprichamos demais na casca e deixamos de lado o essencial: o que está dentro de nós. Damos muito valor ao que vemos de exterior, tanto nos outros como também em nossa própria vida. Nós olhamos para a maquiagem, para o retoque, nós olhamos para a beleza exterior e, muitas vezes, nos esquecemos de que o fundamento, a essência e os valores verdadeiros são aquilo que a pessoa carrega dentro de si.

Muitos relacionamentos não dão certo, porque a pessoa namora ou se casa com a casca; não namora e não se casa com a essência. A casca fascina tanto, é tão chamativa, eloquente e ilusória que a pessoa se prende só àquilo que vê à sua frente. Ela não consegue ir com profundidade ao essencial; e, depois, quando a casca se desfaz e se quebra, é que se vai reconhecer o que há dentro, então a decepção é grande.

Isso não vale só ao olharmos os outros, mas ao olharmos para nós mesmos, porque, frequentemente, nós nos dedicamos muito a cuidar do exterior, a cuidar da casca, a cuidar das aparências e não damos a devida importância e o devido cuidado a nosso interior, a nossa alma e o crescimento nas virtudes e na prática do bem. Algumas vezes, nós estamos sorrindo por fora, bem vestidos, bem aparentados, mas dentro de nós há muita raiva, ódio, rancor, desejos maldosos e maliciosos!

Não se esqueça de que, no entardecer da vida, a casca vai para o cemitério e o que prevalece é o que temos dentro de nós: os valores que cultivamos no nosso interior e no nosso coração! Por isso a nossa aplicação deve ser não para crescermos na forma de vida farisaica, mas sim para cuidarmos, cada vez mais, do nosso interior e do nosso coração, para que essa beleza divina resplandeça dentro de nós e o brilho do amor de Deus esteja em todo o nosso ser.

Deus abençoe você!

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