29 mar 2015

Façamos da humildade o fundamento para a nossa salvação

Façamos da humildade o fundamento para a nossa salvação. Aqueles que são injustamente vistos, condenados e humilhados são os que mais se assemelham a Cristo Jesus, Nosso Senhor!

“Encontrado com aspecto humano, humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Fl 2, 7-8).

Neste Domingo de Ramos e da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, nós queremos contemplar o Cristo exaltado e aclamado com palmas pelas multidões; Aquele que entra triunfante em Jerusalém e de lá sairá glorioso. Contudo, a glória de Cristo passa pela cruz, passa pelo sofrimento, passa pelo escárnio e pela humilhação.

A glória de Cristo é a Sua cruz, Ele que é de condição divina, tão Deus como o Pai e como o Espírito, assume a nossa natureza e a nossa fragilidade humana para ser um de nós. E chega ao extremo da humanidade ao assumir em si as fraquezas, as enfermidades e os opróbrios da natureza humana. Totalmente desfigurado Ele morre pregado numa cruz. Diz Pilatos: “Eis o vosso Rei!”. E Ele, de fato, é o nosso Rei, nosso Rei humilhado, desprezado e sem nenhum aspecto ou aparência humana.

É esse Jesus humilhado e desprezado pelos homens a quem nós queremos exaltar, glorificar, reconhecer a Sua humildade na Sua extrema humilhação e aprender, com Ele, que o caminho da salvação passa pela humildade. A primeira coisa para isso: não podemos nem devemos humilhar uns aos outros. Humilhar os irmãos é próprio da ganância humana e da soberba, é o espírito mais pobre e mais amaldiçoado o daqueles que crescem pisando e humilhando seus semelhantes. Por outro lado, aqueles que são injustamente vistos, condenados e humilhados são os que mais se assemelham a Cristo Jesus, Nosso Senhor!

Vivendo em nossa condição humana é difícil não passar por humilhações. Há as humilhações próprias da natureza humana, como as doenças e as enfermidades que desfiguram tanto a nossa condição humana. Assim como há outras misérias que batem à nossa porta, como o desemprego e o salário injusto, entre outros. Esses são modos de nos configurarmos a Cristo Jesus, Nosso Senhor.

Por outro lado, há realmente aqueles que nos humilham e, nós, muitas vezes, sem perceber ou até percebendo, também cometemos esse terrível mal: humilhar o nosso semelhante.

Contemplemos hoje Cristo Crucificado, o mesmo que é exaltado pelas pessoas, cujas mãos carregam-Lhe palmas e oliveiras, são as mesmas a gritar: “Crucifica-o!”

Que nós não nos crucifiquemos mais uns aos outros, e saibamos fazer da humildade de Cristo a chave para a nossa salvação!

Deus abençoe você!


Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

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