02 ago 2014

Quem é de Deus não tolera a injustiça

Tenha numa mão a verdade, a misericórdia e a bondade, mas tenha na outra mão o senso da justiça. Quem é de Deus não tolera a injustiça.

Herodes queria matar João, mas tinha medo do povo, que o considerava como profeta” (Mateus 14, 5).

 

João Batista é um verdadeiro prodígio no meio do povo, sua presença causa espanto, embaraço e admiração. João é aquilo que representa a autenticidade de um profeta: um homem que vive inteira e integralmente para Deus. Sabemos da vida moderada e ascética que João vive, da vida disciplinada voltada para preparar a vinda do Messias.

A pregação de João causa incômodo, porque ele anuncia o Messias, anuncia Jesus, anuncia a esperança, mas também denuncia o pecado e o erro, e talvez isso seja a parte mais dura na vida de um profeta, porque um profeta não vive só de anunciar a esperança – como é importante anunciar o amor de Deus, anunciar a fé, a confiança no Senhor – mas um profeta precisa denunciar o erro, não pode ter conivência com aquilo que não é verdadeiro, como  a mentira, a hipocrisia e, sobretudo, a injustiça.

Quem é de Deus não tolera o que é injusto! Nem tolera massacrar o inocente, violar a verdade, deixar a pessoa oprimida por causa da injustiça. Nada disso não é de Deus! Quando se fala de injustiça não nos referimos somente à injustiça social; pois toda forma de injustiça é um pecado imoral.

Vejam que injusto: Herodes convive com a mulher de seu irmão; essa mulher não pertence a Herodes; ela pertence ao irmão deste. Nós não podemos, meus irmãos, tolerar e simplesmente achar que é normal quando uma pessoa trai a outra, quando a pessoa começa a viver relacionamentos errados, quando certas modas e certos comportamentos representam, na verdade, injustiças contra as pessoas.

Nós precisamos deixar que a Palavra de Deus, de forma profética, suscite em nós a aversão ao erro e ao pecado. Porque, muitas vezes, as coisas injustas começam a acontecer dentro da nossa própria casa, quando nós encobrimos ou somos indiferentes ao erro. Não queira ser o justiceiro, nem queria ser o moralista, mas de forma nenhuma tenha conivência com aquilo que é errado.

Ao fazermos isso, muitas vezes, vamos perder amigos, algumas pessoas vão ficar chateadas conosco, algumas talvez vão nos abandonar. Perder um amigo, perder uma relação – como João Batista que perdeu a cabeça porque anunciou a verdade, denunciou a mentira e a hipocrisia.

Sei que dói para muito pai, para muita mãe, mas você não pode ser tolerante ao erro dos seus filhos nem pode trazer o erro deles para dentro da sua casa, para dentro da sua família. Quando encontramos alguém que protege o nosso erro e passa a mão na nossa cabeça nossa tendência é insistirmos em fazer o que é errado e o que não convém!

Seja profeta, tenha numa mão a verdade, a misericórdia e a bondade, mas tenha na outra mão o senso da justiça, o senso de denunciar o erro, o pecado e tudo aquilo que não convém à vontade de Deus.

Deus abençoe você!

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