28 Nov 2023

Na relação com Deus, ocupe-se apenas com o essencial

“Naquele tempo, algumas pessoas comentavam a respeito do Templo que era enfeitado com belas pedras e com ofertas votivas. Jesus disse: ‘Vós admirais estas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído’. Mas eles perguntaram: ‘Mestre, quando acontecerá isto? E qual vai ser o sinal de que estas coisas estão para acontecer?’ Jesus respondeu: ‘Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu!’ E ainda: ‘O tempo está próximo’. Não sigais essa gente!’” (Lucas 21,5-8)

Meus irmãos e minhas irmãs, a beleza sempre nos atrai, isso é um fato, mas existe uma beleza que vem da estética, da superfície das coisas; e outra que vem da substância, da essência de todas as coisas, e é sobre essa que Jesus estava dizendo.

Quando existe, por exemplo, um encantamento de um homem por uma mulher, atraído por sua beleza, com o passar do tempo esse amor precisa permanecer porque vão surgir as rugas, os cabelos brancos; e o amor vai precisar enxergar a substância, aquilo que está escondido por detrás, que, muitas vezes, o tempo vai envelhecendo. O amor vê além das aparências.

O templo que as pessoas admiravam no tempo de Jesus não existe mais, mas ficou na memória das pessoas o seu esplendor e a sua beleza; essa beleza que nós vimos no Evangelho, que as pessoas estavam contemplando… Tanto é que os judeus, ainda hoje, vão para aquele lugar onde existia o templo, e vão ali para rezar na presença de Deus, voltados para um pedaço do muro, mas que, substancialmente, revelam o poder de Deus. E o fazem com muito respeito e muita veneração. Estou falando aqui do muro das lamentações, que é conhecido de todos nós, onde os judeus vão para fazer as suas orações.

Somos templos vivos do Senhor e temos de nos ocupar daquilo que é essencial

É interessante que, ao caminhar por aquele lugar, percebemos a devoção e o amor que expressam naquele lugar, tanto que, quando eles se retiram do muro, eles não dão as costas, eles vão saindo, mas sempre de frente para o muro, para lembrar e contemplar que ali é lugar da presença de Deus.

Naquele lugar, eles fazem algumas celebrações particulares, por exemplo, o chamado ‘Bar-mitzvah’, que é quando o garotinho com 12 anos de idade já é capaz de observar a Lei de Deus, ele faz a sua introdução. São ritos belíssimos que acontecem ali, ainda hoje, naquele lugar, no muro das lamentações.

Estou dizendo isso porque Jesus nos adverte a não ficarmos presos à suntuosidade dessa vida, às coisas aparentes dessa vida, mas a aprender o essencial da nossa relação com Deus.

As basílicas, as catedrais, as belas igrejas, elas nos foram dadas a partir do século terceiro, começaram a ser construídas, mas, um dia, elas podem nos ser tiradas também; e Deus permanecerá vivo dentro de nós. Por quê? Porque somos templos vivos do Senhor e temos de nos ocupar daquilo que é essencial!

Sobre todos vós desça a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Pai das Misericórdias

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