Assunção de Maria, o cume de uma vida entregue à vontade de Deus
Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se apressadamente a uma cidade da Judeia. Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. (Lucas 1, 39-56)
Meus irmãos e minhas irmãs, aqui no Brasil, celebramos hoje a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora. Estamos na missa do dia, desta solenidade, celebrando a subida de Maria aos céus, levada pelos anjos de Deus, Assunta, como nós dizemos.
Assunção de Maria e a nossa caminhada de fé
Tanto na ascensão de Jesus quanto na Assunção de Maria, a nossa tendência é nos maravilhar com o fenômeno. O desfecho surpreendente da vida deles retornando ao céu, mas nós esquecemos da trajetória, que é importante. Digo isso, porque no caso da Virgem Maria, nós lemos no Evangelho de hoje que ela foi visitar a sua prima Isabel.
Logo após o anúncio do arcanjo Gabriel, Maria faz uma subida às montanhas de Encarem, logo depois de fazer uma descida à condição de serva do Senhor. É uma mistura de topografia com a espiritualidade do movimento. A Assunção de Maria é o cume da trajetória na vontade de Deus, é o coroamento de uma vida entregue a Deus.
Com Maria, vivamos como filhos do céu
Objetivar o céu, querer o céu é maravilhoso, é o desejo mais nobre que o ser humano pode possuir. Porém, é preciso fazer desse desejo um estilo de vida, uma orientação das nossas escolhas. Maria sempre foi elevada em relação às coisas desse mundo. No episódio da anunciação, ela abre mão dos seus planos, dos seus sonhos e responde a Deus com generosidade de coração. Apenas o arcanjo se vai e ela parte apressadamente, desejosa de realizar os planos de Deus.
Vai ao encontro de sua prima nas alturas de Encarem, que era aquele vilarejo, para ver com seus olhos as maravilhas de Deus. Mais do que isso, agora ela vai como portadora da maior maravilha de Deus, que é Jesus Cristo no seu ventre. Maria é a nova Arca da Aliança.
Ela é elevada, hoje, ao Templo Eterno da Trindade porque de lá veio. Assim, ela mostra para cada um de nós a nossa vocação divina. Vamos lutar, nos esforçar porque nós viemos de Deus e para Ele nós devemos voltar. Por isso, vivamos como filhos do céu para que, um dia, nós estejamos também lá na comunhão dos anjos e dos santos.
Sobre todos vós, desça a bênção de Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!



