Os escribas e a hipocrisia: o alerta de Jesus
Amados irmãos e irmãs, hoje é sábado, dia dedicado a Nossa Senhora. Peçamos a Ela a graça
da descrição para não vivermos de aparência, mas sim com a verdade do coração. É o que vai nos ensinar o Evangelho de hoje, tirado do livro de São Marcos 12:
Eles lhe diziam em sua doutrina: Guardai-vos os escribas, que gostam de andar com roupas compridas, de serem cumprimentados nas praças públicas e de sentar nas primeiras fileiras nas sinagogas, e nos primeiros lugares nos banquetes. Eles devoram os bens da viúva e dão aparência de longas orações. Estes terão um juiz mais rigoroso (Marcos 12,38-44).
O contexto aqui é para denunciar a hipocrisia dos escribas. E Jesus nos apresenta dois cenários que se contrastam profundamente – e, aqui, também há a questão da viúva pobre e da sua oferta.
A vida dos escribas e a oferta da viúva
Primeiro, Jesus Cristo alerta o povo contra os escribas que gostam de ostentação, de lugares de honra, de reconhecimento público. Depois, Jesus observa uma pobre viúva que deposita duas moedas no templo. A partir dessa cena simples, Jesus revela uma verdade espiritual profunda: o perigo da religião vivida com aparência.
Meus irmãos, não podemos viver de aparência, de hipocrisia nem de falsidade. Precisamos viver a nossa fé cristã com verdade e autenticidade. Jesus está nos ensinando algo muito sério: a fé pode ser praticada exteriormente e, ao mesmo tempo, o coração estar distante de Deus. A religião vivida apenas para ser vista perde sua essência.
Viver a verdadeira essência da fé
Deus não se impressiona com títulos, cargos nem aparências. Ele olha o interior. Quero dizer algo da minha vida particular: Hoje, eu sou o reitor e o administrador do Santuário do Pai das Misericórdias, mas isso não quer dizer nada!
Jesus está dizendo para nós que Ele quer a verdade do meu coração, e não os meus títulos. Não aquilo que pode me colocar em evidência. Porque aquilo que pode me colocar em evidência pode revelar somente uma aparência, mas eu não estar vivendo nada daquilo que eu tenho experimentado de Deus.
O grande risco de ter títulos, de ter honrarias e de ser aplaudido é uma aparência de que eu sou de Deus, mas na verdade eu não sei. Claro, aqui não estou dizendo que eu não sou de Deus. Estou dizendo que se eu não tomar cuidado, eu posso me encher de orgulho e posso me distanciar daquilo que é a essência do Evangelho, de pertencer a Ele e não a mim mesmo.
Que Deus nos abençoe em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!


