04 Mar 2023

(Português do Brasil) Jesus pede que amemos os nossos inimigos

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“Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: ‘Vos tornareis filhos do Vosso Pai que está nos céus, porque Ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre os justos e injustos’” (Mateus 5,45).

 

Meus irmãos e minhas irmãs, lemos apenas um trecho do Evangelho, porque nós estamos ouvindo, ao longo desses dias, o Evangelho de Mateus, em que Jesus, por diversas vezes, diz: “Ouvistes o que foi dito, Eu, porém, vos digo (…)”; vocês perceberam que existe essa quebra, esse rompimento, porque existe um choque de valores, de escolhas que Jesus propõe para nós. Nós até poderíamos seguir um modismo, um jeito de se fazer, mas Jesus instaurou uma nova tradição; Ele acrescentou algo a mais, Jesus trouxe uma novidade.

E nós somos chamados a esse rompimento; somos chamados a nunca, por exemplo, compactuar com o mal. No tempo de Jesus, se dizia de amar os seus amigos, os seus próximos, e odiar os seus inimigos. Não compactuar com o mal é uma coisa, mas odiar os inimigos é outra totalmente diferente. Jesus cita no Evangelho a mentalidade antiga, que era prevista de se amar os amigos e odiar os inimigos.

O extraordinário de amar os próprios inimigos é só para os que querem se assemelhar a Jesus

E Jesus pede algo novo de nós: amar os inimigos, Ele pede algo extraordinário. Muitas vezes, nós queremos o extraordinário de Deus, mas nós não estamos dispostos a realizar esse extraordinário na nossa vida. Já falamos aqui sobre o milagre, sobre as intervenções de Deus, nós amamos o extraordinário, mas quando Deus pede de nós o extraordinário no amor, nós temos muita dificuldade, porque esse extraordinário de amar os próprios inimigos é só para cristãos, é só para aqueles que, de fato, querem se assemelhar a Jesus.

Jesus, aqui, no Evangelho, inclusive quebra o conceito sobre inimigo, pois, muitas vezes, nós acabamos colocando muitas pessoas dentro desse conceito de inimigo: quem pensa diferente de mim; quem professa um credo diferente do meu; quem torce para um time diferente; quem é adepto daquele outro partido político; quem segue uma outra linha de espiritualidade diferente da minha; desse modo, infinitamente, nós corremos o risco e a tentação de enquadrar essas pessoas dentro do conceito de inimigo. 

E Nosso Senhor quer arrancar isso de nós, porque pensar diferente; professar um credo diferente; torcer para um time diferente; ser adepto de um partido político diferente ou seguir uma linha de espiritualidade diferente não faz de nós inimigos. 

Nós somos irmãos, nós comungamos da mesma verdade, somos todos filhos de Deus, por isso, tiremos dos nossos lábios aquela, podemos dizer, maldita frase: “Ele vai pagar caro por isso”. Muitas vezes, no momento de raiva, nós dizemos isso, mas, com Jesus, vamos dizer: “Pai, perdoa-lhes; porque eles não sabem o que fazem”; e vivamos, de fato, o que é o amor. 

Sobre todos vós, desça a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!


Padre Donizete Ferreira

Sacerdote da Comunidade Canção Nova.

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