Santo Inácio: da perseguição ao martírio
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Todo aquele que der testemunho de mim diante dos homens, o Filho do Homem também dará testemunho dele diante dos anjos de Deus. Mas aquele que me renegar diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus.” (Lucas 12,8-12)
Bem, meus irmãos e minhas irmãs, hoje nós celebramos Santo Inácio de Antioquia, bispo e mártir. No texto, Jesus afirma: “Quem der testemunho de mim”, homologeo, que quer dizer declarar abertamente, receberá uma declaração igual diante dos anjos.
Inácio e a fé inegociável
Nosso país – estou falando do nosso Brasil – prevê, na sua Constituição Federal, no artigo 5º, inciso VI: “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.”
Nós temos liberdade religiosa em nosso país. Nós podemos declarar abertamente que somos cristãos, católicos ou de outras denominações; isso a Constituição nos assegura. O mártir que nós celebramos hoje, Santo Inácio de Antioquia, foi sucessor de Pedro no governo da Igreja de Antioquia. No seu tempo, infelizmente, não havia liberdade religiosa. Assim como em muitas nações ao redor do mundo, a liberdade religiosa é tolhida, infelizmente.
A perseguição do imperador
Durante o seu episcopado, Santo Inácio começou a sofrer uma terrível perseguição por parte do imperador Trajano, da qual também o bispo foi vítima por não querer negar a sua fé em Jesus Cristo. Por isso, ele foi preso e transportado acorrentado para Roma. No Coliseu, o seu corpo foi despedaçado pelas feras durante as celebrações da vitória do imperador na Dácia. Assim começou a sua longa viagem rumo ao patíbulo, durante a qual ele foi torturado pelos guardas até chegar a Roma para a execução da sua sentença no ano 107.
Meus irmãos e minhas irmãs, nós devemos sempre dialogar, sobretudo nós que vivemos num país, numa nação que é tão diversificada do ponto de vista religioso. Mas, para nós agora, católicos: dialogar sempre, mas nunca abrir mão da nossa identidade. Nós não podemos negociar a nossa identidade e a nossa pertença a Cristo. Por isso, eu digo para você: não se envergonhe de Jesus Cristo. Testemunhe Jesus onde você estiver.
Sobre todos vós desça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!


