01 abr 2015

Que Deus tire do nosso coração toda cobiça pelo dinheiro

Nós queremos olhar hoje para o exemplo de Judas e pedir que Deus tire do nosso coração toda cobiça e todo amor desordenado pelo dinheiro. 

Que me dareis se vos entregar Jesus?” Combinaram, então, trinta moedas de prata” (Mateus 26, 15).

 

Nesta Quarta-feira da Semana Santa, diante dos nossos olhos e do nosso coração, há uma reflexão sobre o drama de Judas, aquele que traiu o Senhor por trinta moedas de prata. Trinta moedas de prata é um valor expressivo, significativo, mas aqui o importante não é a quantidade e, sim, o que motiva o coração humano, muitas vezes, a trair os seus valores, os seus ideais, sua ética, sua coerência. E o que leva uma pessoa a se vender e se corromper por causa do dinheiro.

Nosso Senhor Jesus Cristo já nos disse, em tantas ocasiões, que não podemos servir a Deus e ao dinheiro. Porque, na verdade, o dinheiro é o “deus” deste mundo, ele manda nas relações humanas, nos sentimentos e nos afetos. Se nos deixarmos escravizar pelo dinheiro, ele conduzirá os nossos passos.

O dinheiro suscita em nós as mais profundas ambições. Ambição que vem da cobiça do ter e do não se satisfazer com o que se tem e sempre querer ter mais. A cobiça gera a avareza e o amor desordenado pelo dinheiro e pelo ter.

Pobre Judas, seu mal não é um mal maior do que os outros, mas é um mal só: um coração corrompido pelo amor ao dinheiro. Ele cuidava dos bens do grupo, era o tesoureiro, tudo passava pelas suas mãos, mas não estava satisfeito com o que tinha e por míseras trinta moedas de prata traiu Nosso Senhor Jesus Cristo. “Que me dareis se vos entregar Jesus?” (Mateus 26, 15).

Hoje tudo tem preço na humanidade, tudo tem preço no meio de nós. O dinheiro manda em todas as relações humanas; e muitas vezes, nos vendemos e nos deixamos comprar. Dinheiro compra caráter, compra os valores. E pior do que comprar é tirar um pouco daquilo que é o nosso caráter e a nossa personalidade.

Hoje queremos olhar para o exemplo de Judas não para condená-lo, nem para apedrejá-lo, ou para “malhar o Judas” como a tradição popular faz em tantas ocasiões. Nós queremos olhar hoje para o exemplo de Judas e “colocar nossa barba de molho”, pedir que Deus tire de nós e do nosso coração todo amor desordenado pelo dinheiro, que o Senhor realmente equilibre em nosso coração a cobiça.

Todos nós precisamos e queremos ter uma vida melhor, viver com mais dignidade e que a sobriedade conduza os nossos passos. Que em nenhum momento da nossa vida precisemos nos vender e nos deixar corromper para conseguir ter mais, para poder ser mais. E que não precisemos vender ninguém, pisotear em ninguém nem nos colocar acima de ninguém por causa de qualquer bem material, por qualquer posse.

Que nossas relações humanas sejam realmente curadas e saradas pelo pobre e despojado coração de Jesus, que nos ensina a apreciar os verdadeiros valores do céu e a não nos corrompermos por qualquer espécie de dinheiro deste mundo. Não são só os políticos que ocupam altos cargos, mas todos nós temos a mesma tentação, por isso é preciso dizer “não” a toda e qualquer espécie de corrupção e nos colocarmos nos caminhos de Nosso Senhor Jesus Cristo procurando amar o que é reto, justo e correto! 

Deus abençoe você!


Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

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