08 jul 2016

Peçamos a Deus a prudência necessária

É preciso ter a prudência necessária, a mansidão de um bom discípulo que não sai julgando nem condenando todo mundo

Eis que eu vos envio como ovelhas no meio de lobos. Sede, portanto, prudentes como as serpentes e simples como as pombas” (Mateus 10,16).

Amados irmãos e irmãs, não podemos ser ingênuos, pois o mundo em que estamos é um “mundo de ovelhas”, e as ovelhas de Jesus estão por aí. Todos nós precisamos ser boas ovelhas, mas não podemos nos enganar, porque vivemos num mundo cercados de lobos ferozes. Hoje, existe muita maldade, coisas erradas e enganosas; até mesmo coisas que parecem boas, mas, na verdade, são ilusórias, enganam-nos, prendem-nos e nos tiram de Deus.

Achamos que podemos ir em todos os lugares, que para ir em tais ambientes é importante ter uma cabeça boa, mas não podemos negar que existem ambientes que corrompem as melhores cabeças.

Não posso deixar de dizer a você que existem filosofias, conversas e pessoas que são boas de lábia, que nos iludem e enganam. Com todo respeito aos vendedores, existem vendedores bons, mas também aqueles que nos enganam, que batem à nossa porta e nos vendem produtos que prometem resolver nossa vida; no fim, só levam nosso dinheiro e nós, de forma ingênua, caímos.

Até quando diz respeito à religião, quando dizem aquela expressão: “Toda religião é boa! O que importa é falar de Deus!”, nós precisamos, primeiro, conhecer de onde ela veio, o que falam e ensinam. Podemos e devemos conviver com todas as pessoas? É claro! Devemos promover a paz, o diálogo, mas não podemos ser bobos nem ingênuos!

Não podemos negar que, no meio de nós, há muitos que usam da religião para enriquecer e fazer dela uma fábrica de dinheiro. Não precisamos apontar o dedo para a religião de ninguém; pelo contrário, precisamos olhar para a nossa própria religião e para a nossa fé e ver quando alguém vive a religião de forma diferente daquela que é própria do Evangelho de Cristo.

Não basta falar de Deus, dizer que é d’Ele, é preciso ter a prudência necessária, a mansidão de um bom discípulo que não sai julgando nem condenando todo mundo. Precisamos da sensatez que nos leva a discernir, analisar e perceber que esses frutos que parecem bons são enganosos.

Peçamos a Deus que nos dê a graça da perseverança na fidelidade, a sã doutrina, a verdadeira e única doutrina que nos salva, Jesus Cristo Nosso Senhor e Salvador, e a riqueza de Seu Evangelho como a Igreja nos ensina.

Deus abençoe você!

repensando-a-vida

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