26 dez 2016

Cristo nos trouxe vida nova

Quem não morre para o pecado não consegue contemplar os frutos da vida nova que Cristo trouxe até nós, com Seu nascimento

Estêvão, cheio do Espírito Santo, olhou para o céu e viu a glória de Deus e Jesus, de pé, à direita de Deus” (At 7, 55).

No contexto do Natal de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, hoje, celebramos o primeiro mártir da fé. Aquele homem cheio da graça, do Espírito Santo, que deu sua vida por causa de Jesus.

Não foi Jesus quem veio dar a sua vida por nós? É verdade que, uma vez que Ele deu sua vida por nós, esta se apaixona por Ele, sente-se impregnada pelo Seu amor. Queremos viver em sintonia com este amor que Deus tem para conosco.

Vamos ver que, durante toda a história da Igreja, aparecem homens e mulheres violentamente cheios de paixões por Jesus e pela causa do Reino de Deus. Essa paixão deles é forte, esse amor é tão evidente, que levam a própria vida ao sacrifício por amor a Jesus Cristo.

Jesus não foi acolhido, não foi amado por todos; Jesus foi negado, não foi aceito. O Jesus que celebramos, hoje, o seu nascimento, é uma festa cristã, mas nem todos aqueles que se dizem cristãos acolhem, de fato, Jesus e Sua mensagem, acolhem o Seu Evangelho. Até creem n’Ele, veem que Ele é bom, mas não levam a vida em nome d’Ele.

Há ainda uma porcentagem grande na humanidade daqueles que não conhecem Jesus, que não creem n’Ele nem O aceitam como Senhor e Salvador.

Homens como Estêvão se fazem muito necessário nos dias de hoje! Estêvão morreu apedrejado, porque estava proclamando o nome de Jesus, estava levando a vida em nome d’Ele, e não negou o Seu nome. Diante de seus inquisidores, diante daqueles que o levaram ao tribunal, proclamou com mais firmeza o que era a sua fé.

Os padres da Igreja dizem que o sangue dos mártires são sementes de novos cristãos. A morte de Estêvão, na qual ele pôde contemplar a glória de Deus e Cristo de pé, à direita de Deus, foi uma morte bem-aventurada. Ele morreu entregando ao Pai a sua vida, mas a sua morte não ficou na morte; produziu muitos frutos, muitos cristãos fervorosos, ardorosos e apaixonados por Jesus Cristo.

Há mortes que, quando bem vividas, produzem vida. Eu lhe digo que, quando morremos para o pecado, permitimos que Deus nasça em nossa vida a cada dia, que produza uma vida melhor a cada um de nós.

Talvez você possa achar estranho celebrarmos o Natal e falarmos da morte, afinal de contas, todos nós estamos nos encaminhando para essa vida nova que Cristo nos trouxe de forma gloriosa no Céu. Por isso, nascer é também morrer, porque morrer para o pecado é nascer para Deus a cada dia.

Esse é o martírio que precisamos viver, para que essa vida nova que Cristo nos trouxe realmente brote em nós. E quem não morre para o pecado não consegue contemplar os frutos da vida nova que Cristo trouxe até nós, com Seu nascimento.

Deus abençoe você!

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