01 Feb 2026

As bem-aventuranças: O caminho da santidade para a vida eterna

Desapegar-se das coisas deste mundo para viver as bem-aventuranças com Cristo

“Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, e Jesus começou a ensiná-los: ‘Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus'” (Mateus 5,1-12a).

Estamos em um novo mês, o mês de fevereiro, e temos aprendido com o Evangelho como devemos chegar à meta final: a vida eterna. Hoje, vamos aprender sobre as bem-aventuranças, que estão no Evangelho de São Mateus, capítulo 5, versículos de 1 a 12a.

As bem-aventuranças são o roteiro que o Senhor nos deixou para trilharmos o caminho da santificação. Ao meditarmos sobre cada uma delas, somos convidados a olhar para o nosso interior e avaliar como estamos conduzindo nossa jornada espiritual em direção ao Reino de Deus.

As Bem-aventuranças como Retrato de Cristo

Amados irmãos e minhas irmãs, as bem-aventuranças não são simples conselhos morais, mas a autorrevelação do coração de Deus, o retrato do próprio Cristo. Cada bem-aventurança vivida de forma concreta e verdadeira vai nos colocando no itinerário espiritual para chegarmos à santidade de vida; e sem a santidade não entraremos no Reino dos Céus.

O que os santos fizeram e o que procuraram viver enquanto estavam nesta terra? Eles buscaram as bem-aventuranças. Como eu disse, elas não são meras regras, mas conselhos que nos aproximam daquilo que Nosso Senhor viveu nesta terra. É o convite para a configuração plena a Jesus.

Ter os mesmos sentimentos de Cristo Jesus

O próprio apóstolo Paulo, na Carta aos Filipenses (2,5), diz: “Tenhais os mesmos sentimentos de Cristo”. Isso significa cultivar o amor, a compaixão, a bondade e o acolhimento. Tudo isso se consegue viver através das bem-aventuranças, que moldam nosso caráter segundo o Evangelho.

Precisamos compreender que a pobreza evangélica mencionada é a pobreza interior. Trata-se do desapego total das coisas deste mundo para viver na total confiança em Nosso Senhor. Isso é viver a pobreza evangélica: reconhecer que tudo vem d’Ele.

A Graça de confiar totalmente no Pai

Cristo mesmo é pobre em espírito, porque não se apoia em si, mas no Pai. Se Cristo, sendo Deus, não se apoiou em si mesmo, nós somos convidados também a nos apoiarmos na graça de Deus. Ser pobre de espírito é desapegar, esvaziar-se, deixar as coisas deste mundo de lado e buscar as coisas da eternidade.

Que Jesus nos abençoe e que o Espírito Santo nos santifique para vivermos esta graça das bem-aventuranças. Que Deus nos abençoe em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!


Padre Ricardo Rodolfo

Padre Ricardo Rodolfo é brasileiro, nascido em 15 de junho 1982. Natural de São José dos Campos (SP), é membro da Associação Internacional Privada de Fiéis – Comunidade Canção Nova desde 2009 no modo de compromisso do Núcleo.

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