21 Jun 2020

Vençamos os medos que habitam em nós

“Não tenhais medo dos homens, pois nada há de encoberto que não seja revelado, e nada há de escondido que não seja conhecido” (Mateus 10,26).

A Palavra de Deus que vem ao nosso encontro, neste domingo, quer nos provocar sobre três coisas importantes para a nossa vida. A primeira delas é lidarmos com o medo para combatê-lo, e não para alimentá-lo em nós.

“Não tenhais medo”, diz Jesus tantas vezes no Evangelho de hoje. Medo dos homens, medo do que as pessoas vão pensar e falar, medo do que as pessoas podem fazer conosco.

A nossa cabeça vive atormentada pelos diversos medos que alimentamos. Começou com o medo que criamos dos nossos pais, com medo das coisas que vão acontecer, sobretudo, medo do que as pessoas vão pensar ou dizer.

Quantas cabeças estão atormentadas pela preocupação com o que vem do outro. Não é que temos de ser indiferentes com aquilo que o outro pensa ou diz de nós; temos que levar em consideração as pessoas que nos amam e nos querem bem, mas não podemos ser movidos pelo medo do castigo, medo de sermos repreendidos, medo de não sermos aceitos nem amados.

Precisamos vencer os medos – medo da rejeição, da incompreensão e medo de sermos hostilizados. Tudo está no coração de Deus, Ele vê todas as coisas, principalmente, é óbvio, aquilo que está escondido.

Nós, muitas vezes, precisamos sair de nós para vivermos a transparência, termos, realmente, muito cuidado, porque achamos que aquilo que fazemos de forma oculta, no nosso quarto, no ínterim da nossa vida, aquilo passa despercebido.

Só não passa despercebido para Deus, e Ele não está ali como juiz para termos medo d’Ele, porque Ele vai nos castigar. Não! É porque, depois, isso vai brotar em nossa vida, vai aparecer naquilo que somos, vai influenciar na nossa personalidade, no nosso caráter, nas nossas reações e emoções.

A nossa cabeça vive atormentada pelos diversos medos que alimentamos

Como é importante sermos autênticos! A grande provocação da vida é a autenticidade, é não vivermos a duplicidade, é não vivermos uma coisa ali calado, no esconderijo do meu quarto, do meu interior, e ser outra coisa quando estou fora.

Temos que ser transparentes e verdadeiros, porque, muitas vezes, nas surdinas da vida, nas conversas íntimas, fazemos muita coisa que não devemos, falamos mal e, depois, aparecemos como se estivesse tudo bonzinho e assim por diante.

Tomemos cuidado, porque, no mundo dos negócios, da política e das relações humanas que estamos vendo, têm muitas coisas que parecem ser lindas, maravilhosas, discursos lindos, mas, na surdina, nos momentos escondidos, tantas coisas obscuras e erradas… E quando vêm à luz, vemos que a luz era cheia de trevas. Portanto, não vivamos nas trevas, mas na luz em toda e qualquer situação da vida.

Testemunhemos esse Deus que está em nós. Testemunhar quer dizer não negar. Eu testemunho Deus não somente quando estou falando d’Ele, mas quando vivo no silêncio do meu coração, nas coisas mais íntimas da minha vida, no amor que tenho para com Ele.

Deus abençoe você!

Pai das Misericórdias

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