Jesus nos ensina a orar com a verdade do coração
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. Não sejais como eles, pois o vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais” (Mt 6,7-15).
No mundo de hoje, está cada vez mais comum uma pessoa poliglota, isto é, que sabe falar muitos idiomas. Neste mundo globalizado, hoje está muito mais fácil você aprender um outro idioma. Isso é uma coisa maravilhosa! Porque com isso você pode viajar por muitos países e se comunicar com diversas pessoas.
Orar não é apenas jogar palavras
Por exemplo: se você fala espanhol, você pode viajar por 22 países e falar tranquilamente com as pessoas daquele lugar. Se você falar português, como é o nosso caso, daria para você se comunicar com 260 milhões de pessoas ao redor do mundo que falam a língua portuguesa. E, finalmente, se você dominar o inglês, você viajaria para 86 países tranquilamente, sem morrer de fome! Você saberia muito bem, pelo menos, pedir uma comida.
Eu trouxe esses dados porque o Evangelho de hoje fala algo parecido. Ele fala da polylogía, falar muito, muitas palavras, muitos dizeres, porém, sem serem compreendidos pela pessoa mais importante, que é o Pai do Céu.
Você pode ter a capacidade de elaborar orações esplêndidas, maravilhosas, mas você corre o risco de elas não serem ouvidas por Deus, por falta de algo fundamental, não ser capaz de chamar Deus de Pai, tecer uma relação com Ele que não é uma relação de filiação. Por isso Jesus fez questão de ensinar Seus discípulos a orar de verdade.
A oração deve ressoar na vida
O Evangelho continua depois, com a oração do Pai Nosso. Aqui, só um parênteses quanto, ao uso das palavras rezar e orar. Alguns desinformados por aí dizem que os católicos não rezam, porque nós só repetimos coisas, como a Ave-Maria, por exemplo
Eu prefiro repetir a saudação do Arcanjo Gabriel cinquenta vezes no meu terço do que ousar dizer as minhas palavras, e elas não saírem do teto do meu quarto. Então, eu estou confiante, repetindo a saudação do Arcanjo Gabriel, mas eu posso também honrar a Deus que se dignou visitar a nossa humanidade, tendo a Virgem Maria como representação muito forte desse mistério.
As palavras que eu digo a Deus em oração precisam ressoar na minha vida. Senão, por mais belas, por mais ungidas que pareçam essas orações, elas serão apenas palavras jogadas ao vento. Por isso Jesus está nos ensinando a rezar de verdade.
Sobre todos vós, desça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!


