Pelo amor Divino somos resgatados e consolados
“Se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo.” (Lucas 13,1-9)
Irmãos e irmãs, uma primeira coisa que eu gostaria que vocês recordassem na homilia deste dia é que o amor de Deus precede a nossa conversão. Deus se antecipa em graça.
A graça de Deus que nos alcança
Qualquer movimento de conversão, de contrição no nosso coração, primeiramente, foi uma iniciativa da graça de Deus. Portanto, a conversão não é um produto nosso, é produto da ação divina em nossa vida. E se você perceber bem, é isso que o Evangelho nos revela neste dia.
A parábola da figueira revela a paciência divina, ou seja, Deus espera, cultiva, aduba e oferece novas oportunidades, mas nem sempre estamos disponíveis para aceitá-las. A conversão nasce do encontro com alguém, nasce do encontro com o amor divino que se oferece a nós e precede a nossa conversão.
O amor divino é a fonte de toda conversão
O amor divino que age enquanto uma voz humana é pronunciada, a voz de um padre é pronunciada. A Palavra divina alcança os corações e gera transformação. A graça que nos precede também nos sustenta e nos movimenta.
Irmãos e irmãs, é o amor divino que muda tudo em nossa vida e nunca desiste de nós. Enquanto houver vida, haverá também graça suficiente para recomeços.
Se você caiu, recomece, volte para Deus. É a graça de nosso Senhor quem está gerando contrição no seu coração. O maior risco é o costume de permanecer diante do Senhor. Que nossa vida não seja assim. Não arrisque a sua salvação. Não arrisque voltar para a estaca zero. Permita que a graça do Senhor o conduza.
Sobre você desça e permaneça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.


