06 jun 2014

Que nossas fraquezas não nos afastem do amor de Deus

Precisamos deixar que nossas fraquezas e nossos limites nos aproximem mais do Senhor e nos façam mais dependentes d’Ele, do Seu amor, da Sua misericórdia e da Sua bondade!

“’Simão, filho de João, tu me amas?’ Pedro disse: ‘Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo’. Jesus disse-lhe: ‘Apascenta as minhas ovelhas’” (João 21,16).

 

O lindo relato do Evangelho de hoje nos mostra a aparição de Jesus aos Seus discípulos e, naquela oportunidade, quando eles faziam uma refeição, o Senhor fitou novamente o olhar de Simão Pedro, o mesmo que disse que daria a vida pelo Senhor, que estaria disposto a morrer por Ele e O negou três vezes. Jesus agora volta o Seu olhar misericordioso, Seu olhar de amor, e pergunta ao apóstolo: “Pedro, tu me amas mais do que esses? Pedro, tu me amas?”.

A pergunta certamente calou fundo no coração de Pedro. Ele, com aquele temperamento tempestivo, acostumado a responder às coisas, muitas vezes, da boca para fora, sem pensar, naquele momento, foi levado ao fundo do coração. Quando o Senhor lhe perguntou pela terceira vez, como deve ter lhe doído o coração – deve ter se recordado das três vezes em que O negara. Não é que o Senhor Jesus estivesse  se vingando de Pedro ou o cobrando por isso; pelo contrário, Ele estava dando a ele a oportunidade de, mais uma vez, reafirmar o seu amor, para que realmente a boca dele falasse aquilo que estava em seu coração – para ver se Pedro estava realmente disposto a amá-Lo até o fim.

Assim como Pedro reafirmou que O amava, o Senhor também reafirmou a confiança que tinha nele, ordenando-lhe que cuidasse de Suas ovelhas, que cuidasse dos Seus cordeiros, que cuidasse do Seu rebanho.

Sabem, meu irmãos, nós precisamos pensar naquilo que nós falamos, pois, muitas vezes, falamos as coisas da boca para fora e a boca nem sempre corresponde ou diz aquilo que de fato nós cremos, acreditamos ou sentimos. As palavras, muitas vezes, perdem o sentido; quantas pessoas já declararam amor umas às outras, quantas pessoas já juraram amor sem fim e hoje nem se falam, nem se olham mais. Da mesma forma, quantas pessoas já juraram amor a Deus, já choraram de amor pelo Senhor e hoje não têm nem mais tempo para Ele, para a Igreja, para se dedicar a Deus.

Não é que Deus leve em conta as nossas faltas e as nossas fraquezas; o Senhor perdoou a Pedro uma, duas, três e quantas vezes isso foi preciso e Ele vai nos perdoar quantas vezes isso for necessário. Mas é preciso que as nossas quedas e as nossas fraquezas não nos deixem para baixo, não nos afastem de Deus; pelo contrário, que sejam uma ocasião para nos levantarmos, para nos reerguermos e para ficarmos mais de pé, mais firmes, mais convictos do nosso amor pelo Senhor.

Quantas pessoas aproveitam de suas quedas e deixam que as quedas as levem para longe de Deus. Nós precisamos deixar que nossas fraquezas e nossos limites nos aproximem mais do Senhor, nos façam mais dependentes d’Ele, do Seu amor, da Sua misericórdia e da Sua bondade!

Que não proclamemos que amamos o Senhor somente da boca para fora, mas que a nossa vida corresponda àquilo que nós falamos: “Sim, Senhor, Tu sabes que eu te amo!”.

Deus abençoe você!

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