29 Sep 2013

Não construa sua riqueza em cima da miséria alheia!

Onde vivemos, há ricos cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres. Muitas vezes, a riqueza de alguns é construída em cima da miséria de muitos.

“Filho, lembra-te que tu recebeste teus bens durante a vida e Lázaro, por sua vez , os males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado” (Lc 16,25).

Esse é um dos Evangelhos que relatam, de forma muito clara, o drama que vive a comunidade desde os seus primórdios. O Evangelho nos mostra duas realidades. De um lado, a do rico que tudo tem, que tudo pode, que esbanja os bens que tem, as posses, o dinheiro e e tudo aquilo que as riquezas podem dar a uma pessoa. E do outro lado, o pobre Lázaro, praticamente miserável, que vive das misérias que possui e da boa vontade das pessoas, quando estas lhes dão algo para comer ou para poder sobreviver. Por isso, ele vive jogado nas ruas e até os cachorros lambiam suas feridas.

No mundo em que nós vivemos, existem muitos ricos como no Evangelho de hoje; não existe pecado nenhum em ser rico, não existe mal nenhum em ter bens, em trabalhar honestamente, em adquirir posses e riquezas. O único mal é quando você olha a riqueza pela riqueza, faz dela o seu triunfo e coloca nela o sentido da sua vida; desse modo, você não pode olhar mais além. E pior ainda: quando você se torna rico e não se lembra dos pobres!

Onde vivemos, há ricos cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres. Muitas vezes, a riqueza de alguns é construída em cima da miséria de muitos.

Muitas vezes, o rico não se lembra de tratar com dignidade, com respeito e até promover a dignidade daqueles que estão sofrendo na miséria; por isso o Evangelho de hoje apresenta para nós o destino final da humanidade. O rico que vai sofrer os tormentos do inferno e o pobre que vai receber o consolo de Deus. Lá, o rico vai pedir o consolo ao pobre para vir em seu socorro, mas Abraão, representando o Pai Eterno, diz que é um abismo que separa quem está no céu de quem está no inferno.

Hoje, pobres e ricos podem conviver juntos, pelo menos no mesmo planeta. É óbvio que um abismo social enorme os separa. É nosso papel, é nosso dever, a partir do que nos ensina o Evangelho, a Doutrina Social da Igreja, trabalharmos e nos empenharmos, cada vez mais, para que a pobreza desapareça e para que menos pessoas passem por necessidades. Cuidemos dos pobres, porque a carne dos pobres, desprezados e sofridos, é a carne do próprio Jesus.

Deus abençoe você!

:: Ouça esta reflexão no Canal Pod Homilia


Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

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