12 dez 2016

Maria intercede por nós

Maria, hoje, quer olhar para cada um de nós e dizer: “Você não está sozinho! Não está abandonado!”

“Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!” (Lucas 1,42).


Celebramos, hoje, o dia de Nossa Senhora de Guadalupe. Um dos grandes sinais de Deus para os nossos tempos, é a aparição da mãe de Deus na cidade de Guadalupe, a um indígena, Juan Diego. Os primeiros habitantes deste continente tomaram conta, foram eles quem desenvolveram este local, foram eles os primeiros representantes de Deus nesta terra. Depois que veio a colonização, depois que outros povos chegaram, trouxeram muitas coisas boas e belas, mas, ao mesmo tempo, provocaram muitas coisas desastrosas como a dizimação e a eliminação de tantos irmãos indígenas, os primeiros habitantes desta terra.

Quando a mãe de Deus aparece ao querido indígena Juan Dieguito para dizer: “Eu sou sua mãe!”, é para nos dar a certeza e a convicção de que, apesar dos desastres humanos, dos dissabores que tantas vezes a nossa humanidade provoca, Deus está conosco. E se há uma maneira tão singular e singela de Deus se fazer presente no meio de nós, é através da sua mãe. Foi assim na vida do próprio Jesus, Deus quis que Seu filho tivesse uma mãe. A mesma Maria que disse para Juan Diego: “Eu sou sua mãe”, disse isso tantas vezes para Jesus.

Hoje, no Céu, ela diz: “Eu sou sua mãe”, porque ela vai ser para sempre a mãe de Jesus. Uma realidade que não podemos negar é que Maria vai ser para sempre nossa mãe.

É verdade que têm filhos que assumem seu pai e sua mãe, mas há filhos que, por tantas circunstâncias, podem negar a maternidade, a paternidade, a filiação que tem com esse pai ou com essa mãe. Mas uma coisa que não podemos fazer é mudar a natureza. Na ordem da graça, na natureza divina, Deus quis restaurar todas as coisas em Cristo, e quis que Jesus, nesta terra, tivesse uma mãe.

Na primeira criação, quando tudo se perdeu, a mãe daquela criação era Eva. A própria palavra já nos diz que “Eva é a mãe de todos os viventes”. E nós somos os degradados filhos de Eva, porém, estes, que caíram também na desgraça do pecado, são novamente agraciados por Cristo, e agora têm uma mãe, chamada Maria.

A presença de Maria na vida de Juan Diego, dos povos indígenas, desse vasto continente chamado América Latina, é um sinal de esperança, consolo, proteção e vida nova. Quando tudo parecia perdido, a mãe estava dizendo: “Eu estou aqui! Eu sou sua mãe!”.

Maria, hoje, quer olhar para cada um de nós e dizer: “Você não está sozinho! Não está abandonado!”. Não somos órfãos, não precisamos sucumbir em meios às dificuldades da vida, porque no céu e na terra também temos uma mãe que é por nós!

O que Maria disse a Juan Diego está dizendo ao nosso coração: “Eu sou sua mãe!”. Eu gostaria de responder como Juan Diego, e tenho certeza que você também gostaria de responder: “Mãe, eu quero ser seu filho! Mãe, eu quero viver como seu filho! Conduz-me pela mão, pega-me no seu colo, abraça-me, cuida das minhas feridas, cura o que está machucado dentro de mim. Eu quero ser seu filho!”.

Deus abençoe você!

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