18 maio 2013

Continuadores da missão de Jesus pela ação do Espírito Santo

Homilias revisadas

 

 

 

19 maio –

 

“Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito os inspirava” (At 2,4).

 

O que aconteceu, na Igreja, no dia de hoje, são as primícias do início da Igreja. Esta foi revestida do poder do Alto, e não se trata de uma instituição humana nem de uma sociedade civil, mas da Igreja do Senhor, congregada, unida sobre o poder e a ação maravilhosa do Espírito Santo de Deus.

 

Hoje, todos nós cristãos do mundo inteiro meditamos, contemplamos e nos abrimos para essa graça que se chama o “derramamento do Espírito Santo”. Deus derrama o Seu Espírito sobre toda a face da terra e esta abre-se para essa graça do Senhor. Nós podemos pregar, anunciar, podemos fazer o Reino de Deus acontecer na força e no poder do Espírito.

 

Louvado seja Deus, bendito e adorado seja Ele. Glorificado seja o nome do Senhor, porque Ele nos deu Seu Espírito para que venha trazer toda a unção do Alto. Primeiro, para proclamarmos Jesus como nosso Senhor e Salvador, para levarmos Sua mensagem a todos os cantos e a todos os lares sob a ação do Paráclito.

 

Esse Espírito cura-nos, liberta, restaura e transforma-nos. Ele realiza uma obra nova em nós e nos dá gosto pelas coisas de Deus, pelas palavras d’Ele.

 

Esse Espírito nos ajuda a vencer e enfrentar as contrariedades da vida, porque, nem sempre, o vento é favorável, nem sempre ele vem em nosso favor. Quem nos dá a graça de sermos vitoriosos é o Espírito de Deus, é Ele quem nos dá o Seu penhor, a Sua verdadeira parrésia, que precisamos para ser ousados na vivência da fé.

 

Que eu e você sejamos revigorados por essa força do alto chamada Espírito Santo, um Pentecostes na vida de cada um de nós, um novo Pentecostes no coração da Igreja.

 

Deus abençoe você.

 

 

 

20 maio –

 

“Jesus disse: ‘Tudo é possível para quem tem fé’. O pai do menino disse em alta voz: ‘Eu tenho fé, mas ajuda a minha falta de fé.’ Jesus viu que a multidão acorria para junto dele. Então, ordenou ao espírito impuro: ‘Espírito mudo e surdo, eu te ordeno que saias do menino e nunca mais entres nele’” (Mc 9,24,25).

 

Veja, no Evangelho de hoje, o quanto este espírito impuro fez a criança sofrer; e fazendo-a sofrer, é claro que também fez sofrer os pais e todos aqueles que a conheciam.

 

Perceba que toda e qualquer espécie de espírito impuro nos leve ao sofrimento, à agitação, leva-nos, muitas vezes, a sairmos de nós, dizer coisas que não queremos, fazer coisas que não queremos fazer, e, às vezes, achamos que a libertação, a restauração de Deus é coisa complicada, de outro mundo, e somente pessoas possessas precisam disso.

 

Não, meus irmãos! Nós precisamos dessa libertação a cada dia da nossa vida, porque, no bom sentido da palavra ou na forma genérica de a entendermos, muitas vezes ficamos possessos. Isso quer dizer que ficamos com raiva, irados, nervosos. E ai de quem se aproxima de uma pessoa altamente irada, chateada.

 

O que fazer nessa hora? Pedir para que a graça de Deus nos liberte. Estou dizendo que todos nós precisamos da libertação do Senhor, precisamos da graça divina para nos libertar das contrariedades da vida diária.

 

O que precisamos fazer? Precisamos deixar que o Espírito Santo aja em nós e nos liberte da revolta, do ressentimento, da mágoa, porque, senão, também ficamos muito revoltados, agitados e vamos dizer aquilo que não queremos dizer.

 

Há situações que parecem impossíveis; há pessoas das quais nós dizemos assim: “Não tem mais jeito! Meu filho não tem mais jeito, minha esposa não tem mais jeito, a minha vida não tem mais jeito…”. Mas não é verdade, porque tudo é possível àquele que tem fé e confia no poder do Senhor.

 

Se sua fé é pouca, clame: “Senhor, eu tenho fé, mas, por favor, ajude a minha pouca fé. O Senhor nosso Deus vem em nosso socorro, vem em auxílio à nossa falta de fé.

 

Que nós experimentemos, a cada dia da nossa vida, o poder libertador do Senhor Nosso Deus.

 

Deus o abençoe!

 

21 maio –

 

“Jesus sentou-se, chamou os doze e lhes disse: ‘Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!’. Em seguida, pegou uma criança, colocou-a no meio deles, e, abraçando-a, disse: ‘Quem acolher em meu nome uma destas crianças, é a mim que estará acolhendo. E quem me acolher, está acolhendo, não a mim, mas àquele que me enviou’” (Mc 9,35-37).

 

Nós adultos somos muito complicados. A nossa cabeça, infelizmente, é muito complicada, pois temos nossas ambições, competições, vaidades, nosso orgulho e nossa autossuficiência. Isso tudo cria muitos problemas em torno de nós. Muitas vezes, queremos ser mais do que o outro nos gestos, nas atitudes e naquilo que fazemos. Mas não é assim que se comporta um discípulo do Senhor.

 

Um discípulo tem de ter o Espírito de uma criança na pureza, na ingenuidade, sobretudo nas atitudes. “Quem quiser ser o maior, que seja o menor de todos.” Ser maior quer dizer ser mais importante; e ser importante, na concepção de Jesus, quer dizer servir ao outro, ao próximo, lavar os pés uns dos outros, cuidar deles.

 

Que Deus quebre essa nossa mentalidade egoísta, nosso orgulho, nossa autossuficiência e toda essa vontade que temos de ser mais que os outros. Todo esse sentimento de grandeza nos leva a “pisar” uns nos outros e a não tratá-los como irmãos.

 

O desejo e a vontade de Deus é que sejamos irmãos uns dos outros. Que o Evangelho, então, nos ensine que ninguém pode pisar em ninguém, nem querer ser maior do que ninguém. Se alguém se achar melhor ou mais importante, que isso seja demonstrado pelo serviço, pela doação.

 

Deus abençoe você!

Comentários