11 Feb 2010

Aos pés de quem estamos nos lançando?

Hoje, celebra-se na Igreja a memória de Nossa Senhora de Lourdes. A Virgem Maria manifestou-se a Bernadete no ano de 1858, na França. Seu santuário é lugar de encontro, onde milhares e milhares de pessoas, todos os anos, lá se dirigem – principalmente os enfermos – e muitas curas acontecem pela intercessão de Nossa Senhora de Lourdes.

Interessante que, por Providência de Deus, o Evangelho de hoje nos fala de uma mulher que vai até Jesus, levando a Ele sua filha com um espírito impuro, para que Ele a cure. A mulher vai até o Senhor e cai a Seus pés. Que espetáculo o detalhe apresentado a partir do relato do evangelista Marcos: foi até Ele (Jesus) e caiu a Seus pés. Maria de Betânia – a irmã de Marta e Lázaro – também, em certa ocasião – derramou um vaso de alabastro aos pés de Cristo, ou seja, jogou-se aos pés d’Ele. Aliás, quem sempre quer estar por cima – principalmente dos outros – sempre se arrastará, num profundo rebaixamento; por outro lado, quem resolve se jogar aos pés de Jesus misericordioso, numa profunda humildade, sempre é erguido, levantado, por Ele. Aqui, por excelência, conseguimos entender aquilo que o Senhor diz: “Quem se exaltar será humilhado e quem se humilhar será exaltado.”

O mais impressionante é que esta mulher, que recorre ao Senhor, para a libertação de sua filha, é pagã, ou seja, uma mulher que não professava nenhuma fé religiosa. Ela não tem dúvida: vai até Jesus para apresentar a sua filha.

Nossa Senhora de Lourdes – a Mãe, por excelência – apresenta seus filhos doentes aos pés de Cristo. A mulher pagã, do Evangelho, apresenta a sua filha com um espírito impuro aos pés de Jesus; e você que é mãe, que é pai (biológica e/ou espiritualmente): diante de quem você está apresentado seu filho, sua filha? Como é maravilhoso quando escutamos relatos de pais que, desde o ventre materno e/ou desde o nascimento, consagraram os filhos ao Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo por meio do Imaculado Coração de Maria ou por um Santo. Eu – padre Pacheco – agora dia  2 de fevereiro, completei 33 anos de consagração a Deus por meio de Nossa Senhora dos Navegantes (também conhecida como Nossa Senhora das Luzes, das Candeias). Minha mãe teve sérias complicações durante a gravidez, na qual eu estava sendo gerado; e faltando dois meses para meu nascimento, ela se propôs a me levar – após meu nascimento – à paróquia Nossa Senhora dos Navegantes, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e ali me consagrar a  Virgem Maria. Minha mãe fez a promessa, na fé de que eu nasceria com saúde perfeita, de me levar à igreja e ali agradecer e me entregar – consagrar – a Jesus, pelas mãos de Nossa Senhora. Dia 2 de fevereiro de 1978, quando eu tinha aproximadamente 11 meses de vida, ali se encontravam meus pais, aos pés de Jesus, me entregando a Nossa Senhora para eu ser de Deus por toda a minha vida.

Jesus, por causa da fé daquela mulher – agora voltando ao Evangelho – imediatamente acolheu aquela menina (sua filha) e, por causa do acolhimento de Cristo, consequentemente, a cura da garota se concretizou. Você que é mãe, que é pai; você que é filho, filha… consagre os membros da sua família ao Senhor!

Como seria tudo diferente se pais resolvessem consagrar seus filhos a Deus desde sua gestação; com certeza teríamos uma sociedade bem diferente! Está na hora de entendermos, definitivamente, que o lugar de cada um de nós, o lugar dos nossos, é aos pés de  Nosso Senhor Jesus Cristo. Pai que não se joga aos pés de Jesus, mais cedo ou mais tarde estará se jogando aos pés de um copo de cachaça, de uma menina prostituída, de uma mesa de jogo… Da mesma forma, mãe que não se joga aos pés do Senhor, logo se jogará aos pés de uma caixa de antidepressivo, de um outro homem que não seja seu esposo, aos pés da vizinha que se diz muito entendida da vida; mas se entendesse mesmo, não estaria tão desocupada. Aliás, nunca podemos contar com pessoas desocupadas; se desse para contarmos com elas estariam ocupadas há muito tempo.

Não será isso muito exagero? Se assim fosse, não tocaríamos tanto nesta realidade, infelizmente.

Que Nossa Senhora interceda por nós para que tenhamos a fé desta mulher, desta mãe – pagã – que entendeu o segredo: jogar-se aos pés de Jesus.

Padre Pacheco

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