Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Tomai cuidado para que vossos corações não fiquem insensíveis por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida, e esse dia não caia de repente sobre vós, pois esse dia cairá como uma armadilha sobre todos os habitantes de toda a terra” (Lucas 21,34-36).
O calendário litúrgico é um norte para não nos deixarmos levar pelas distrações do mundo
Hoje, é o último dia do ano, e não é dia 31 de dezembro. Estamos falando da nossa caminhada espiritual. Finalizamos, hoje, o calendário litúrgico. Amanhã, dia 30, é o primeiro domingo do Advento. Então, nós iniciamos um novo ano litúrgico.
Nesse último dia, Jesus faz uma alerta a todos nós sobre o perigo da insensibilidade causada pela gula, embriaguez e as preocupações, pois nossa sociedade é muito tendenciosa às distrações.
Pão e circo nunca saem de moda. No Brasil, há muitas outras coisas que prendem o coração das pessoas, como carnaval, futebol, festivais intermináveis e tantas outras coisas.
A vida civil tem um ritmo, e muitos seguem esse ritmo para organizar a sua vida, o seu calendário, as férias.
E nós cristãos, que ritmo nós seguimos? Por isso o calendário litúrgico para nós é um norte, uma direção para não nos deixarmos levar pelas distrações do mundo.
Não morremos de tanto comer, não morremos de tanto beber nem morremos de ansiedade pelas preocupações da vida. A oração é a chave de leitura de tudo o que nos acontece.
Falamos de uma oração de intimidade, não apenas de uma mera repetição vocal. Falamos de uma comunhão com Aquele que nos ama e cuida de nós.
Neste último dia do nosso ano litúrgico, não nos preocupemos em nos vestir de branco, mas vejamos se há a brancura na nossa alma e no nosso coração, para que o próximo ano, que vamos começar amanhã, continue tendo Cristo como centro e o Senhor da nossa vida e da nossa história.
Sobre todos vós, desça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!



