24 set 2011

Tome posse da vida plena que Jesus oferece

Diante de tanta gente que procurava Jesus por causa das obras realizadas por Ele e pelas palavras ditas por Ele, Cristo adverte Seus discípulos de que não ficassem com os olhos e as mentes na admiração e não se deixassem “levar pela correnteza” do povo que a Ele fluía.

Aquele que o povo procurava ver, apesar de ser o Filho do Homem – portanto, o Filho do Dono de tudo quanto existe – morrerá.

Cristo insiste em anunciar a Sua Paixão e Morte. Primeiro, veladamente à multidão. Depois, com mais clareza aos discípulos no Evangelho de hoje. Estes, porém, não entendem as palavras do Messias. Não porque elas não sejam claras, mas pela falta das disposições adequadas.

Talvez você questione: Como é possível o Filho do Criador da vida morrer? Se tal pergunta surgir é sinal de que ainda não chegou para você o entendimento pleno do mistério do sofrimento, o significado da cruz. E então você deve escutar o comentário de São João Crisóstomo: Ninguém se escandalize ao contemplar uns apóstolos tão imperfeitos, porque ainda não tinha chegado a Cruz nem tinha sido dado o Espírito Santo.

É preciso que “o Filho do Homem seja entregue nas mãos dos homens” para que tenhamos a vida e vida em plenitude. E quem confirma isso é o próprio Jesus: “Se o grão de trigo caído na terra não morre, permanece só. Mas, se morre, dá muito fruto”.

Permita que eu diga a você, meu irmão: a vida autêntica vai ser entregue nas mãos dos homens para que estes a possuam. Na lógica humana só é “vivo” quem tem a vida. E para nós a termos, foi necessário que alguém no-la desse. Então, justifica-se a entrega da vida de Jesus aos homens. No Evangelho segundo João 10,10 Jesus diz: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância”. Como teríamos a vida em plenitude se Cristo não tivesse morrido na cruz?

Senhor, dai-me a graça de entender que a vida autêntica de fé e de missão é entrega e doação plena. Que eu seja um dom, uma doação para os meus irmãos e irmãs. Amém.

Padre Bantu Mendonça

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