30 abr 2016

Testemunhemos ao mundo a alegria de seguir Cristo

Precisamos viver e ter a convicção do que acreditamos, com humildade, paciência e com as armas de amor no coração

Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro me odiou a mim. Se fôsseis do mundo, o mundo gostaria daquilo que lhe pertence” (João 15, 18-19).

Nós não podemos nos iludir, não podemos achar ou querer que todos nos queiram bem, que nos aplaudam. Não foi assim que fizeram com Cristo, Ele foi muito rejeitado, odiado e acolhido por poucos, entretanto, foi coerente com aquilo que pregou, que ensinou e não deu a mesma medida daquilo que recebeu. Onde foi muito odiado, Ele muito amou. Onde não foi aceito, Ele soube acolher.

Precisamos viver nossa fé com muita coerência, precisamos ter também a maturidade de saber que não vamos agradar a todos. Muitas vezes, nem na comunidade em que vivemos ou no lugar em que estamos conseguimos ser agradáveis e acolhidos sempre. E a verdade maior é que o coração de alguns terão ódio por aquilo que pregamos ou ensinamos.

A mensagem do Evangelho é um antídoto para o mal e para a perversidade deste mundo. O mundo, muitas vezes, não vai acolher, não vai aceitar, e nós não precisamos espernear. Precisamos viver e ter a convicção do que acreditamos, com humildade, paciência e com as armas de amor no coração. Não precisamos fazer guerra nem odiar ninguém, não precisamos nos tornar mundanos para conquistar o mundo, não precisamos fazer o que todos fazem para que nos sigam. É o contrário, nós é que acabaremos sendo seduzidos pelo mundo.

Precisamos ser coerentes com nossas convicções, com aquilo que cremos, mas precisamos primeiro testemunhar com nossos atos e palavras as nossas convicções.

Como nos diz Jesus: “Se fôssemos do mundo, se a nossa mentalidade fosse humana, o mundo nos amaria”. E aí está, talvez, o grande problema da vivência da fé, porque, quando estamos com os da igreja, temos convicção como eles, mas quando nos misturamos com as pessoas que não tem convicção da nossa fé, temos medo de testemunhá-la. Muitas vezes, para agradar queremos ter uma mentalidade mundana.

Nós não somos melhores nem puritanos, mas temos convicção. Não é por que todos dizem palavrão, que também iremos nos render a falar; não é por que falam coisas obscenas, que para não parecermos carolas, melhor que outros também iremos falar. Não é porque este ou aquele trai a sua esposa, pratica o adultério que também iremos fazer.

Não é assim que somos chamados, não é assim que se vive a fé. Alguns podem até dizer: “Mas o outro bebe à vontade!” Não há nenhuma proibição em beber, mas não é porque o outro vive uma vida desregrada na bebida, que também faremos o mesmo.

Meus irmãos, é preciso assumir nossa fé com convicção e não nos deixar arrastar pelos maus exemplos, mas perseverar no Senhor, ter uma vida regrada pelo Evangelho e ser no mundo testemunha da alegria de ser de Cristo!

Deus abençoe você!

repensando-a-vida

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