15 fev 2016

Seremos julgados pelo que fazemos ou deixamos de fazer

Cada um de nós comparecerá diante do tribunal de Deus para ser julgado por aquilo que fez ou deixou de fazer

“Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa” (Mt 25, 35).

Amados irmãos e irmãs, Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo está dizendo para nós quais são os termos do julgamento final de toda a humanidade. Cada um de nós comparecerá diante do tribunal de Deus para ser julgado por aquilo que fez ou deixou de fazer. Seremos abençoados e acolhidos todas as vezes que recebermos o Senhor ou deixarmos de receber a coroa da vida, quando não soubermos acolhê-Lo.

“Senhor, onde estava nu, e eu não Lhe dei roupa? Onde o Senhor estava com fome, e eu não lhe dei comida? Onde o Senhor estava preso, e eu não fui lhe ver?” Sabe, meus irmãos, fazemos muitas coisas para as pessoas que nos são agradáveis, das quais gostamos muito, que amamos; tiramos até nossa própria roupa para dar a quem amamos e é muito importante para nós.

Eu sei que pelo Papa e por aquele ídolo que você gosta muito, você faria qualquer coisa! Contudo, não é o Papa nem seu ídolo que vão ser a via da presença misericordiosa de Deus para você. Acolher Jesus é acolhê-Lo naquele que ninguém quer. O Senhor está mesmo no pobre, que não tem comida para comer; no sedento que precisa de um copo d’água para beber. Jesus é o estrangeiro que não tem lugar para se refugiar ou casa para morar. Ele é o homem nu da rua, da vida que não tem roupa para se vestir.

Jesus é o doente, o enfermo que está no leito do hospital ou sofrendo em muitas de nossas casas, desamparados, porque não têm ninguém por eles. Jesus é o preso, o bandido que está na cadeia, já julgado e condenado. Jesus está naquele condenado, naquela condenada.

É mais fácil receber Jesus na Eucaristia, branquinho, um pão que vem ao nosso ego, massageia a nossa alma! Mas é duro recebê-Lo ou encontrá-Lo naquela carne fedida, naquela pessoa que cheira mal. É duro recebê-Lo ou entender que Ele é aquela pessoa.

Desculpe-me, mas os padres da Igreja já nos diziam que a carne do pobre é a carne de Cristo. O sofrimento dos mais pobres, doentes e enfermos é o sofrimento de Jesus.

Vivenciando o ano da misericórdia, o Papa Francisco nos exorta a colocarmos em prática as obras de misericórdia, sejam elas corporais ou espirituais, que precisam estar encarnadas no cotidiano de nossa vida. Não despreze ninguém, não deixe de dar atenção ao necessitado, ao faminto, e não pense que esse seja apenas um problema governamental, pois é um problema espiritual, é um problema de salvação e conversão. Cabe a você se converter para os mais pobres, para os mais necessitados da humanidade.

Deus abençoe você!

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