24 jun 2017

Retiremos do nosso coração todas as vaidades

João é um referencial para nossa sociedade tão cercada por vaidades humanas

“O que virá a ser este menino? De fato, a mão do Senhor estava com ele. E o menino crescia e se fortalecia em espírito. Ele vivia nos lugares desertos, até o dia em que se apresentou publicamente a Israel” (Lucas 1,66.80).

Celebramos, hoje, com toda a Igreja, o nascimento de João Batista, o filho de Zacarias e Isabel, esse casal estéril, idoso, mas temente a Deus, consagrado e entregue ao amor divino. Por isso, Deus os abençoou e permitiu a fecundidade mesmo em idade avançada. Mesmo que a condição genética não fosse a melhor, eles conceberam um filho e este foi consagrado ao Senhor Nosso Deus.

É Jesus quem vai nos dizer: “Entre os nascidos de mulher não houve ninguém maior do que João Batista; contudo, o menor no Reino dos Céus será maior do que ele” (Mateus 11,11). Por que João é maior? Por causa da sua humildade, da vida discreta e humilde que ele vivia. É João quem dizia: “Convém que ele cresça e eu diminua”. João veio antes para preparar os caminhos para o Senhor, para abrir as portas para que Ele passasse, mas para ele nenhuma glória, nenhum reconhecimento humano. João era um homem despojado, penitente; ele penitenciava o seu coração, para não ser levado pelo gosto das vaidades.

Ao longo da vida, vamos crescendo e nos tornando pessoas vaidosas. A nossa vaidade já começa no ventre de nossa mãe. Nossas mães nos dão muito amor e ternura, mas, muitas vezes, alimentam nossas vaidades, querem que nós sejamos as crianças mais lindas, querem que nós sejamos melhores que os outros em tantas coisas. Crescemos na vida alimentando o orgulho, o sentido da competitividade do mundo em que vivemos. Crescemos e nos deixamos ludibriar pelas vaidades do mundo.

João, o Batista, aquele que vai batizar, é para nós o exemplo da humildade, do serviço, da entrega e da abnegação por causa do Reino de Deus. João nasceu, viveu e morreu sem vaidades. Ele nasceu todo de Deus, viveu para Deus e morreu em Deus. João é para nossa sociedade, tão cercada por vaidades humanas, um referencial; nela, a humildade de coração e o despojamento se fazem necessários.

Celebremos o nascimento de João Batista. E já que se tem o costume de acender fogueiras para celebrar o nascimento de João, aproveitemos as fogueiras para queimar todos os sentimentos de vaidades humanas que estão em nosso coração.

Deus abençoe você!

 


Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova. Contato: padrerogercn@gmail.com – Facebook

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