26 fev 2008

QUANTAS VEZES DEVEREI PERDOAR? MT 18,21-35

No Evagenho de hoje nos fala de relacionamentos entre Deus e o homem. Homem com Deus; Homem como os homens e por fim Deus com os homens.

Começaremos dizendo que Deus cria o homem por meira benevolência e o faz participar da sua dignidade. E a partir daí o homem se converte em grande devedor de Deus. Primeiro da vida como dom gratuito de Deus e por isso seu promotor, protector quer no início quer na fase terminal. Ele foi constutuido por Deus como senhor e guarda da natureza. “Crescei-vos, multiplicai-vos, dominai e sujeitai a terra”.

Porque criado à imagem e semelhança de Deus, homem e mulher os criou, Deus estabelece relações entre os homens.

Que se amem uns aos outros porque Ele é amor. Quem diz amor diz perdão, acolhimento, compreensão, diálogo e… Dando este giro retornamos à relação de Deus como o homem. Quaresma, segundo comentário da liturgia de hoje –  Deus connosco, é o tempo do sonho de Deus. E como Cristãos embrora ainda pequenos somos convidados, interpelados e impelidos à viver este sonho de Deus na nossa vida. Sonho que se realiza quando amamos, acolhemos e perdoamos os erros e falhas uns dos outros. Portanto é tempo de viver um constante amar, e perdoar sem fim. Alías é isso que signfica as palavras de Jesus ante a pergunta de Pedro: Quantas vezes deverei perdoar se meu irmão me ofender. Até sete vezes?

Deus quer nos falar neste dia sobre um assunto tremendamente importante. Eu diria essencial para que os relacionamentos em família possam gozar de inteira comunhão. Refiro-me ao perdão. O perdão é a maior experiência de amor que podemos fazer e não há dia ou tempo marcado para ele. Por desconhecermos as implicações do ato de perdoar e ser perdoado é que vemos a cada dia lares se desfazendo, filhos abandonando os seus pais, casais se divorciando, irmãos brigando contra irmãos.

Vivemos num mundo onde de fato carente do amor e do  perdão. Recolho-te meu irmão que a resposta de Senhor: Não te digo até sete vezes mas até setenta vezes sete, nos faz mergulhar ma imensidade da misericórdia de Deus.

Deus que não faz matemática para saber até quanto deve perdoar. Veja o que acontece connosco quando nos ajoelhamos diante d’Ele reconhecendo os nossos pecados e pedido perdão com o propósito de emenda, na pessoa do empregado que diz e joelhos diante do seu patrão: “Tenha paciência comigo, e eu pagarei tudo ao senhor.”O patrão teve pena dele, perdoou a dívida e deixou que ele fosse embora.

Se o simples patrão perdoou a grande dívida quanto mais Deus que é rico em misericórdia, que perdoa até a milésima geração não nos perdoará os nosso pecados se à Ele recorrermos noite e dia com gemidos enefáveis?

Quem ama não poderá olhar pelas vezes as pessoas lhe ofenderam, lhe caluniaram, injustamente o acusaram, trairam, xingaram, bateram, enganaram e também quantas vezes já perdou aos que lhe fizeram tudo isso. O que o caracteriza é o perdoar sempre.

A falta do perdão entre os homens é tão forte que a cada segundo que passa nos deparamos com o que aconteceu na parábola que Jesus contou. Católicos que pedem que Deus lhes perde, mas que eles não perdoam. Ou se o fazem é só da boca para fora e não de coração. Se isso acontece contigo, o desfecho será: “Empregado miserável! Você me pediu, e por isso eu perdoei tudo o que você me devia. Portanto, você deveria ter pena do seu companheiro, como eu tive pena de você.”

Pois diz Jesus: é assim que meu Pai que está nos céu fará convosco senão vos perdoardes uns aos outros!

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