19 ago 2010

Preparemos nossas vestes!

A Sagrada Escritura está tomada de comparações acerca do casamento, mostrando o amor de Deus Pai pela humanidade. Aliás, os Santos Padres da Igreja explicam esta analogia do matrimônio dizendo que Cristo – o Esposo – sendo Deus, ao se encarnar assume a nossa humanidade, a nossa carne – esposa – e ali já não se concebem mais duas pessoas, mas uma única Pessoa, com duas naturezas – humana e divina – sem confusão, sem separação, sem divisão e sem mistura. Jesus, segundo a parábola, é o Filho do Rei: uma Pessoa com duas naturezas, humana e divina – aí está a essência desta analogia matrimonial.

Jesus Cristo, ao assumir a nossa humanidade, faz com que venhamos a fazer parte da Sua vida; Ele, sendo divino, assume a nossa humanidade para que pudéssemos nos divinizar n’Ele.

Primeiramente, segundo a parábola, existem pessoas que foram convidadas e buscadas, mas não quiseram fazer parte desta festa; depois de renegarem a graça dessa festa – deste matrimônio, significando a união de Cristo (Esposo) pela Igreja (esposa) – cada um de nós – o Rei manda virem todos os que forem encontrados, pois ninguém pode faltar. Para dizer que, na Igreja, todos são chamados a ser e a fazer parte dela ( e o fazem desde o batismo!), não interessando cor, raça, se pobre, rico, entre outros. Todos são convidados.

Se todos são convidados significa que ninguém possui o direito de se excluir; ninguém! É pura graça de Deus este convite; é iniciativa do Pai, é amor gratuito d’Aquele com nos ama abundantemente, ou seja, não por merecimento ou méritos, mas por pura graça, gratuidade, amor, somos convocados para esta festa.

Todavia, o Pai, passando pelo meio da festa, pelo meio dos convidados, repara que um dos convivas encontra-se com o traje impróprio para a realidade da ocasião que está acontecendo. Será que o problema se encontra na beleza, no valor, na exuberância da roupa? É preciso uma roupa nova, cara, para tal festa? Os Santos Padres vão dizer que, na época de Jesus, a questão não estava na veste ser nova, de muito valor, de gente rica; não, a veste poderia ser simples, velha, sem nenhum problema, desde que fosse muito limpa e passada.

O que significa, para os Santos Padres, uma veste limpa, passada, que desse condições de permanência para permanecer e viver a tal festa? Significa, esta veste limpa, a pureza de coração, as boas obras, a vivência do amor, a aceitação de que temos o direito de estar e viver esta festa, pois ela é nossa também. A festa é pura graça de Deus, mas a veste compete a nós prepará-la para que possamos estar  nela e não ser retirados dela, por estar com um traje inadequado.

Por isso, devemos nos perguntar: como se encontra a nossa veste, a veste das virtudes, dos valores, dos princípios evangélicos, do amor concreto para com Deus e para com os nossos irmãos? É na vivência do amor concreto, das virtudes e dos valores que  nossas vestes vão sendo alvejadas e preparadas para a grande festa. Uma coisa é certa: todos estaremos, um dia, dentro da festa; aí é que saberemos quem poderá ficar e quem terá que sair.

Que Deus Nosso Senhor e nossas atitudes nos livrem do terrível convite de termos que nos retirar pelo fato de estarmos com trajes inadequados para tamanha festividade, ou seja, a festa da nossa vida.

Padre Pacheco

Comunidade Canção Nova

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