21 Jul 2010

Preparar o coração para a semente

Em Cafarnaum, Jesus viveu 80% da Sua vida pública, onde a casa de Pedro tornou-se Sua segunda casa. Por isso que Cristo ao sair de casa e se deslocar para o mar da Galileia, na verdade, sai da casa de Pedro e vai ao encontro do povo sedento da Sua Palavra.

O Senhor fala ao povo em parábolas, apresentando ao povo a parábola do semeador. Para que possamos entender esta parábola, precisamos nos remeter à cultura de plantio da época de Jesus. Naquele tempo, o plantio não era realizado da forma como entendemos hoje, ou seja, lavrar a área de plantio, colocar a semente no fundo da terra de forma organizada, proteger o espaço para que a planta possa se desenvolver. Não! No tempo de Cristo, o dono da propriedade lavrava a terra em torno de sua casa, circundando as pedras, as moitas de espinhos e, quando o plantio era feito, ele, para ir ao templo, não passava em volta da plantação, mas, passando por cima da semente ao solo, criava um caminho para se deslocar.

Ora, a semente não era plantada no fundo da terra, mas jogada abundantemente no lugar do plantio; por isso que caíram sementes: nos espinhos, nas pedras, no caminho, e algumas os pássaros comeram – pelo fato de ficarem sobre a terra – e outras produziram muitos frutos.

Na lógica de Jesus e de cada um de nós, no investimento do plantador, este teve uma queda de quatro sementes por uma. De cinco sementes lançadas, quatro eram perdidas, ou seja, nos espinhos, nas pedras, aquelas que os pássaros comiam e as que caíram pelo caminho foram todas perdidas; somente uma, das cinco, produziu frutos.

O que o Senhor quer nos ensinar com esta parábola essencialmente? Quer nos ensinar que, por mais que estejamos investindo, na nossa vida, para que o Reino de Deus aconteça, também na vida dos nossos, não temos o direito de desistir nunca! Há uma tentação de desistirmos, pois parece que nada vai adiantar, ou seja, mais perdemos que ganhamos. Não, pois na hora que a semente der fruto, ela compensará todas as supostas perdas que tivemos; ela dará 100, 60, 30 por semente lançada em terra boa.

A parábola quer nos ensinar que na vida, para que possamos nos realizar em Deus – o único que pode nos realizar em todas as dimensões da nossa existência – é preciso perseverança e muito trabalho para prepararmos a terra do nosso coração para que a Palavra de Deus possa ser acolhida e dar muito fruto. O adubo para esta terra chama-se virtudes e valores, numa vida mergulhada no amor, na ética e na moral; o que rega e faz dar vida é a vontade de Deus manifestada na vivência sacramental da Igreja. Vale a pena, independentemente dos reveses que nos aparecem.

Padre Pacheco

Comunidade Canção Nova

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