03 fev 2017

Pratiquemos o amor fraterno

O amor fraterno é o ponto mais exigente da caridade, porque precisamos amar uns aos outros

Perseverai no amor fraterno. Não esqueçais a hospitalidade; pois, graças a ela, alguns hospedaram anjos, sem o perceber. Lembrai-vos dos prisioneiros” (Hebreus 13,1-3).

O capítulo 13 da Carta aos Hebreus traz para nós ensinamentos essenciais para a vivência da nossa fé, pois esta não pode ser somente meditada e contemplada, mas tem de ser vivida e praticada. A fé tem de ter elementos que demonstrem aquilo que nós acreditamos, e um dos elementos essenciais e fundamentais são o amor fraterno e a vivência da caridade.

Não podemos nos esquecer de viver a caridade a cada dia de nossa vida. Não me refiro à caridade assistencialismo, como alguns traduzem: “Eu dou esmola para alguém! Ajudo aquela instituição!”. Maravilha! Isso são atos de caridade.

Caridade é algo muito mais supremo e sublime, caridade é nome de Deus. Ele é amor caridade! E caridade quer dizer cuidar do outro, caridade quer dizer eu dar o melhor de mim para a pessoa do outro. Caridade me leva a ver Deus na pessoa do outro, por isso eu cuido dele.

A Palavra de Deus está nos dizendo: é preciso perseverar
no amor fraterno, um ponto mais exigente da caridade, porque precisamos amar uns aos outros. No entanto, o amor cansa, decepciona, passa por mágoas, ressentimentos e situações difíceis. Então, vamos nos fechando em relação às pessoas, deixando-as de lado, esquivando as pessoas do nosso coração, e o nosso amor vai esfriando, congelando.

Esquecemos, muitas vezes, do amor fraterno por tudo aquilo que ele compõe: amor, perdão, misericórdia e reconciliação. Tudo isso é necessário! O amor para aqueles que estão à nossa volta, que vivem, convivem e trabalham conosco.

Não podemos nos esquivar de forma nenhuma do amor fraterno, é uma tentação para nós fugir dele ou amar somente as pessoas que nos são aprazíveis. Não precisamos gostar de todo mundo, mas o nosso amor tem de ser para com todos. Temos que repensar nossa forma de amar? Temos! Mas não podemos deixar de amar.

Eu não posso deixar de citar outro ponto, que é a questão da hospitalidade.  Precisamos ser pessoas hospitaleiras, acolhedoras e fraternas. O acolhimento acontece no dia a dia. Acolher o outro, abraçá-lo, saudá-lo, cumprimentá-lo, dar atenção a ele é a nossa maneira de ser hospitaleiro. Mas é verdade que há pessoas mais necessitadas de nós, e quando o amor fraterno exige mais de nós, precisamos nos desdobrar, quebrar-nos mais para darmos mais de nós para acolher o outro.

Não existe forma mais sincera, real e concreta de vivermos a nossa fé, a não ser praticando o amor fraterno! Você não mede o tamanho da sua fé, mas expressa o tamanho dela vivendo gestos, atos e atitudes. Esses gestos, atos e atitudes acontecem na prática, amando uns aos outros de forma fraterna, como o Senhor nos ama.

Deus abençoe você!

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