04 May 2018

Percebamos a dimensão do amor de Deus por nós

Precisamos mergulhar no coração de Deus para vivermos a dimensão mais profunda do amor

“Isto é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros” (João 15,17).

Queremos permanecer em Deus, e o caminho para não nos desviarmos d’Ele é a via do amor. Não há outro caminho, ainda que busquemos outros modos de permanecermos no Senhor. Ainda que procuremos outras formas de viver o amor, seja ele seletivo, opcional, egocêntrico, erótico etc., todas elas nos dão a expressão mais divina, que se chama amor.

Todo amor sem Deus é simplesmente mundano. O amor sublime e por excelência tem nome: Deus. Como nos recorda São João: “Deus é amor!”. Precisamos mergulhar no coração do Senhor para vivermos a dimensão mais profunda do amor. Não vivemos uma crise de fé ou de identidade, a crise que vivemos, dentro da igreja ou fora dela, na humanidade, na sociedade, é a crise do amor.

Todas as vezes que o amor deixa de ser vivido, cada vez que ele não é renovado nem intensificado, as paredes da casa balançam, a família estremece. Com a casa de Deus acontece a mesma coisa.

Vamos, muitas vezes, atrás de metodologias, pastorais e tantas outras coisas que são necessárias, mas temos de viver a dimensão do amor profundo, verdadeiro e autêntico, o amor que respeitamos e sabemos viver com as diferenças que o outro apresenta, amor que nos faz respeitar o outro, amor que não nos leva a falar mal daquele que é diferente de nós. Quem vive a fé de forma alheia ao que pensamos não entendeu nada do Cristianismo.

A nossa tendência é dogmatizar as coisas, impor o que pensamos. Muitas vezes, o que achamos e cremos é até verdadeiro, mas não é autêntico, pois não está revestido do amor profundo de Deus. O que nos salva não é a vivência da doutrina e dos dogmas. O que nos coloca em comunhão com Deus é a vivência do mandamento do amor.

O capricho tem de ser grande, o esforço tem de ser maior. Jesus está dizendo: “O que vos ordeno”. Não é um pedido nem uma súplica, pelo contrário, é uma exigência fundamental e necessária para ser discípulo do Senhor. “Amai-vos uns aos outros”. De que forma? Da forma como o Senhor nos ama. Se compreendermos isso, estaremos no caminho do Mestre. Agora, se relativizarmos, perdemo-nos e as crises tomam conta da nossa vida, da nossa convivência e fé.

Deus abençoe você!


Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova. Contato: padrerogercn@gmail.com – Facebook

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