08 nov 2015

Peçamos a Deus a graça de ter um coração generoso

A medida de Deus é aquela que sonda a intensidade do nosso coração, a generosidade da nossa alma, a aplicação do nosso ser em se colocar a serviço de Deus e do próximo

“Todos deram do que tinham de sobra, enquanto ela, na sua pobreza, ofereceu tudo aquilo que possuía para viver” (Marcos 12, 44).

Amados irmãos e irmãs, neste domingo, o dia que o Senhor fez para nós, Deus coloca à nossa frente um modelo de serva, de seguidora, de discípulo e discípula da Palavra de Deus.

A pobre viúva do Evangelho de hoje é o exemplo de mulher generosa e desprendida. A medida para a nossa generosidade não é a quantidade de coisas que temos ou aquilo que damos aos outros.

Há pessoas que muito têm e, uma vez ou outra, dão uma esmola aqui, oferecem dinheiro para a Igreja, fazem algum serviço de caridade para sanar sua consciência, para parecer que está tudo bem, que faz algo por Deus. Há aqueles que não têm nada, não possuem bens materiais para cuidar de si próprios, mas são tão generosos, doados, dedicados, são tão prestativos ao outro quando precisam dele! E quando vão dar algo a Deus, não dão só o material, dão a própria vida, desdobram-se, dedicam-se a Ele.

Basta ver quem em nossas igrejas e comunidades são os mais pobres, os mais desprovidos de bens materiais que estão a serviço do Reino.

A generosidade é o sentimento e a palavra-chave que deve conduzir nossos passos no serviço a Deus e ao próximo!

O Senhor não está de olho no que temos, mas olha com o coração muito alegre a intensidade da nossa generosidade. Não é porque aquele deu isso e aquilo para a Igreja, que tem de ser honrado, valorizado, ocupar o primeiro lugar na igreja, ter seu nome escrito na parede ou em qualquer outra coisa. No coração de Deus está escrito que quem dá a vida, dá de si próprio, a sua última moeda é quem vale tudo o que tem.

Deus não mede quantias humanas, não mede doações quantitativas. A medida de Deus é aquela que sonda a intensidade do nosso coração, a generosidade da nossa alma, a aplicação do nosso ser em se colocar a serviço de Deus e do próximo!

Nós precisamos cumprir nossas obrigações: pagar o dízimo, ajudar obras de caridade e assim por diante. Mas não se meça por aquilo que você dá nem apenas do que lhe sobra, porque, às vezes, o que sobra é tão insignificante. Dê o melhor que você tem. Volto a dizer: não é a quantia, mas a intensidade, a vontade de dar, de doar-se, de se fazer presente e acreditar naquilo que investe.

Quando você ajuda a sua igreja, é porque acredita nela. Quando ajuda uma instituição de caridade, é porque quer se fazer presente nela. Às vezes, não pode estar de corpo presente, mas está de alma, de coração. Quando você acredita numa obra de evangelização, investe nela, e é importante que se faça presente. O seu modo de se doar financeiramente é apenas uma parte do todo; um coração inteiro a serviço de Deus, a serviço dos mais sofridos e necessitados.

Não se dê dividido, dê-se por inteiro. É assim que o Senhor olha a intensidade da nossa oblação, da nossa entrega!

Deus abençoe você!

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