16 jul 2011

Os ataques à família

Existe coisa melhor no mundo que chegar em casa e ter alguém nos esperando? Alguém preocupado conosco, perguntando sobre o nosso dia, nossas dificuldades, perdas e vitórias? Alguém sempre disposto, com um ombro amigo, pronto para nos ouvir e abraçar? Se existem estas pessoas, elas são a sua família: pai, mãe, irmão, avô, avó, sobrinhos, filhos, netos. Sem dúvida, essas pessoas são importantíssimas na sua vida por infinitas razões. Pode ter certeza de que todas são importantes para você sem exceção.

Você se engana quando se acha forte o suficiente para lutar contra os seus problemas, matando um leão por dia nessa “selva de pedras”. E que selva! Dificuldades, sentimentalismo, angústias, medos. Enfim, a vida nos traz problemas e dificuldades, mesmo sendo bela! A família não foi criada para “recreação” ou “por engano”, mas exerce uma influência decisiva na formação do indivíduo. Os ataques à família têm um objetivo único: destruir o ser humano.

Uma família que não vive sua responsabilidade deixa muito a desejar e contribui para a banalização do conceito família e se torna responsável pela morte de muitas crianças, adolescentes e jovens. Ela é culpada pelos assaltos e criminalidade nas casas, nas ruas, nas escolas e em todos os ambientes.

O educador brasileiro Paulo Freire dizia o seguinte: “A mim me dá pena e preocupação quando convivo com famílias que experimentam a ‘tirania da liberdade’ em que as crianças podem tudo: gritam, riscam as paredes, ameaçam as visitas em face da autoridade complacente dos pais que se pensam ainda campeões da liberdade”. E para que a sociedade seja o lugar de todos, no qual cada um se sinta livre – e por isso responsável do que acontece à sua volta – é fundamental revermos o conceito que temos de família.

A família é mesmo um porto seguro. Quando mais precisamos sempre nossos familiares estão solícitos em nos ajudar. Porém, nem sempre encontramos a solução de nossos problemas em nós mesmos ou em nossos entes queridos.

Mesmo sendo possível fazer algumas escolhas para nortear nossa vida, devemos nos lembrar de que, quando menos esperamos, haverá sempre uma pedra no meio do caminho. De repente, nossos amigos não são mais amigos, algumas pessoas que amamos se foram e, temos a família para socorrer-nos. Aí, nossos familiares e verdadeiros amigos fazem a diferença, abrindo os nossos olhos e nos mostrando que precisamos de ajuda externa.

Afinal, sobre certos problemas, a melhor coisa a se fazer é procurar um profissional dessa área. E o profissional da área em que você precisa de ajuda é Jesus de Nazaré, o Bom Pastor, que dá a vida pelas Suas ovelhas.

Ele nos convida a sermos Seus irmãos e irmãs. É verdade que alguns têm preconceito de procurar ajuda com esse “Profissional”, pois pensam que é tempo jogado fora. Outros, por acharem que religião é coisa de loucos, de fracassados. Mas eu lhe digo que quem pensa dessa forma está completamente enganado! Neste mundo em que vivemos, somos bombardeados diariamente por problemas, dúvidas, incertezas e coisas semelhantes, Jesus se apresenta como nosso irmão, para nos indicar o verdadeiro caminho, que nos conduz ao chefe da família: Deus, nosso Pai. Recorda-nos que a família carnal é a célula do grande tecido da família universal dos filhos de Deus, tendo assim sua vocação na superação dos limites de suas tradições e de suas posses, empenhando-se no resgate da vida e da dignidade humana neste mundo. E, consequentemente, ela é a prefiguração da família eterna lá no Céu.

Pai, reforça os laços que me ligam aos meus irmãos e irmãs de fé, de forma a testemunhar que formamos uma grande família e que a nossa casa é lá onde, com Jesus – nosso irmão – e o Espírito Santo, vivem e reinam pelos séculos sem fim.

Padre Bantu Mendonça

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