20 maio 2010

O sinal da unidade*

A união dos cristãos é um tema de perene atualidade. Necessitamos do dinamismo da conversão contínua e progressiva para a unidade, tanto no interior da Igreja, como em âmbito ecumênico ou intereclesial. União primeiramente entre os membros da própria Igreja, e união depois com os cristãos das diversas confissões.

É normal que haja diversos pontos de vista no que é acidental e diversidade de opiniões para problemas que surgem em situações sócio-culturais distintas. Mas não é cristão que por isso levantemos muros de divisão, causando escândalo aos que nos veem de fora. Ponhamo-nos de acordo no essencial em âmbito interno mediante o amor e o diálogo e respeitemos as legítimas diferenças. Assim não perderemos eficácia missionária e evangelizadora.

Critérios que são válidos também para as relações com os irmãos separados. É evidente o contratestemunho que hoje, como durante séculos, nós os seguidores de Jesus oferecemos ao mundo, divididos em diversas confissões cristãs. Jesus rezou ao Pai: “Que todos sejam um para que o mundo acredite que tu me enviaste”. Graças a Deus está em marcha o movimento ecumênico que trata de reunificar o Corpo de Cristo, desmembrado através da história por culpa e intransigência de uns e de outros.

Felizmente, é muito mais o que nos une do que o que nos separa. Pontos básicos e comuns são estes: 1º – Fé em Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo e Pai Nosso, a quem rezamos a oração comum dos filhos de Deus; o Pai-Nosso que Jesus nos ensinou. 2º – Fé em Jesus Cristo, Filho de Deus e Salvador nosso, por quem temos a vida de Deus num mesmo batismo. 3º – Fé no mesmo Espírito vivificante. 4º – O mesmo Evangelho, basicamente o mesmo credo e, fundamentalmente, a mesma Palavra de Deus na Bíblia.

Tudo nos diz que somos “irmãos separados” que devem unir-se, segundo o desejo de Cristo, para que o mundo acredite n’Ele e para que haja um só rebanho, uma só Igreja, sob um mesmo Pastor. São Paulo expressava assim o ideal e fundamento da unidade cristã: “Um só corpo e um só Espírito, como uma só é a meta de esperança da vocação a que fostes chamados: um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos” (Ef 4,4s).

Padre Pacheco

Comunidade Canção Nova

*Cf. B, CABALLERO. A Palavra de cada dia. p. 255-256. Paulus: 2000.

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