12 May 2010

O Espírito da Verdade*

No Evangelho de hoje temos duas das seis tarefas que Jesus atribui ao Espírito do seu discurso de despedida, como estamos vendo nestas últimas semanas da Páscoa. Primeira – Acompanhar os discípulos da ausência de Jesus. Segunda – Recordar-lhes as palavras de Jesus. Terceira – Dar testemunho d’Ele. Quarta – Fazer um julgamento constante sobre o pecado e a injustiça do mundo. Quinta – Conduzir os discípulos até a verdade plena. Sexta – Glorificar Jesus.

Embora necessitemos imperiosamente de fazê-lo, é difícil falar hoje do Espírito Santo a um mundo vazio de espírito, rico de matéria e submerso na incredulidade. Como foi difícil a São Paulo anunciar o Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo aos atenienses “ao Deus desconhecido” e dos argumentos em que a filosofia grega dos estóicos coincidia com a revelação bíblica, para entrar o seu discurso no conhecimento de Deus em quem vivemos, nos movemos e existimos; mais ainda: de quem somos descendência. Tudo isso convida à conversão a Deus que constituiu juiz Jesus, ressuscitando-O de entre os mortos.

Ainda que o Espírito de Deus atue também fora da Igreja, é a comunidade de fé o espaço natural da Sua presença e ação, segundo se depreende do discurso de despedida de Cristo. Assim se conclui também da leitura continuada que vimos fazendo do livros dos Atos, que além de ser um ensaio histórico-teológico da Igreja nascente, é também a primeira melhor teologia do Espírito. Este comunica-se ao grupo cristão mediante os sacramentos, de maneira que, a partir do batismo, toda a nossa vida cristã está marcada pela ação d’Ele [Espírito Santo de Deus].

Necessitados de estar conscientes disso e pedir, com frequência, à Terceira Pessoa  da Santíssima Trindade a coragem que nos é indispensável para sermos cristãos hoje em dia, isto é, para confessarmos Cristo como Senhor das nossas vidas, para sermos membros ativos de uma Igreja missionária, para podermos rezar o Pai Nosso, para enchermos o nosso vazio, derretermos o nosso gelo e vencermos o pecado com a força do alto, para vivermos, enfim, a moral cristã com prazer de filhos de Deus e como lei do Espírito, que dá vida e liberdade em Cristo Jesus.

Padre Pacheco

Comunidade Canção Nova

*Cf. B, CABALLERO. A Palavra de cada dia. p. 241-242. Paulus: 2000.

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