09 out 2010

Muito mais feliz é quem ouve a Palavra e a pratica

O Evangelho de hoje nos apresenta Jesus cercado pela multidão que O comprime, pois deseja escutar a Sua Palavra. Uma mulher, encantada pelas palavras de Jesus, exclama: “Feliz o ventre que o gerou e o seio que o amamentou”. O povo quer escutar a Palavra do Senhor, pois, num primeiro momento, recebe o convite de um Jesus tomado de misericórdia, compaixão e amor por cada um deles.

Primeiro, Cristo ama, depois fala ao coração do povo sedento. Somente Lucas fala desta mulher que se encontra maravinhada; Mateus e Marcos vão apresentar, neste mesmo episódio, Jesus falando acerca dos seus verdadeiros familiares. É nisso que queremos nos ater.

Jesus ama, e porque ama fala aos seus corações na certeza de que uma resposta será necessária por parte do povo. A única resposta cabível frente a uma proposta de amor é retribuirmos com amor, pois amor com amor se paga. O maior gesto de amor, neste caso, é colocarmos esta palavra na vida em prática.

Os familiares de Jesus estão ali; eles desejam falar com Ele; eles têm algo muito importante para comunicar ao Senhor. Num primeiro momento, parece que Jesus responde com grosseria ao aviso que lhe dão sobre Seus familiares que querem Lhe falar. Não, Jesus aproveita a ocasião para educar aqueles que ali estão e mostrar que Seus familiares são mais que familiares, ou seja, são íntimos d’Ele.

Há uma grande diferença entre familiaridade e intimidade, pois intimidade requer familiaridade; mas familiaridade não requer intimidade. Infelizmente. Basta olharmos para a maioria das famílias hoje em dia. Quantas famílias vivem sob a casa da estranheza; ou seja, não há intimidade, são estranhos, não se conhecem. Para dizer que sormos da família de Jesus é fundamental que tenhamos intimidade com Ele e esta intimidade será fruto de uma profunda experiência com a Sua Palavra; será fruto de corações que estarão sempre próximos, num constante colóquio de amor: Jesus e eu; eu e Jesus.

Não basta acreditar; satanás também acredita em Deus. Não basta termos os sacramentos, pois o que salva não são os sacramentos; eles são meios de salvação. O que salva é a vivência destes sacramentos.

Não basta ser da família de Jesus; é preciso ser íntimo, obediente à Palavra de Deus. A familiaridade verdadeira será consequência disso. Mas saibamos de uma realidade fundamental para que esta maravilha aconteça na nossa vida e, consequentemente, a felicidade e a salvação é saber que não existe Jesus Cristo sem a Sua Igreja e não existe Igreja sem Jesus.

Todo aquele que faz a vontade do meu Pai que está no céu é meu irmão, minha irmã e minha mãe. Que vontade é esta? Amor e obediência a Jesus Cristo e à Sua Igreja.

Padre Pacheco

Comunidade Canção Nova

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