07 Sep 2010

Existimos para viver em comunhão com a Trindade

Jesus encontra-se com muitos seguidores. Muitos – a grande maioria – encontram-se sedentos da Palavra de Cristo; muitos também encontram-se necessitados de cura e libertação e buscam n’Ele a graça da restauração de suas vidas. Há muitas pessoas buscando “a cura de Jesus” – o que é muito importante – mas poucos estão buscando “o Jesus da cura” – fundamento da nossa vida.

É deste grupo de seguidores que Jesus – a pedido do Pai – se propõe a escolher os Doze para que sejam as colunas – ou os colunas – desta Igreja que nascerá n’Ele e que será inaugurada em Pentecostes com a vinda do Espírito Santo. Jesus Cristo, como não veio fazer a Sua vontade, recorre ao Pai para saber quais pessoas Ele quer para esta missão, que se inicia com  Ele [Seu Filho]: o Reino de Deus.

Frente a uma realidade que necessita de tanto discernimento, o Senhor  Jesus recorre ao Pai; aliás, Ele e o Pai são Um desde toda a eternidade; este é o grande testemunho de Cristo para cada um de nós; se o Filho e o Pai são Um, sendo duas Pessoas diferentes, assim devemos ser um com Deus Pai por meio de Jesus Cristo. Se assim o formos, a nossa vida será uma fonte de bênçãos e de milagres: para nós e para os outros.

Quantas pessoas se encontram perdidas, sem saber o que fazer na vida, sem saber que decisão tomar diante de até mesmo realidades tão simples – objetivamente falando, mas tão complexas – subjetivamente falando. Por que isso? Porque resolvemos viver uma vida sem Deus, sem perguntarmos qual a  vontade d’Ele para cada um de nós.

Jesus tem dúvidas acerca de quem chamar para a missão; Ele, embora sendo Deus, mas também sendo homem, recorre, como sempre, ao Pai, pois a comunhão é a grande característica da Sua vida divina e humana.

A grande característica existente no interior da Santíssima Trindade é a comunhão, a unidade por excelência. Jesus quer estar com o Pai, muito mais por comunhão e amor do que por dúvida de quem chamar para a missão.

A pergunta para cada um de nós é esta: com quem estamos vivendo comunhão? O ser humano é um ser relacionável com toda a criação; ele não consegue sobreviver sem se relacionar. Todavia, só sabe se relacionar com tudo que existe aquela pessoa que antes aprendeu a se relacionar com Deus.

Os Doze Apóstolos são a figura da Igreja, ou seja, eles representam cada um de nós, pois todos fomos chamados por Deus à existência e a uma missão específica no coração desta. Todavia, o nosso primeiro chamado é estarmos com o Senhor e, aí permanecermos, em comunhão com Ele; estando com Ele, daí sim seremos orientados para o que fazer e como fazer no tempo de Deus. O ativismo é totalmente o contrário disso, ou seja, o ativista quer “fazer” e não “ser”. Ser o quê? Ser pessoa de comunhão com o Pai, pois tem muito o que fazer. O ativismo mata, pois não existimos para fazer, mas sim, para ser: sermos homens e mulheres de comunhão com o Pai.

Quem não vive em comunhão com o Deus que o criou, nunca conseguirá viver em comunhão consigo, com os outros e com as demais realidades criadas que o envolvem. Existimos e somos chamados a ser íntimos de Deus, vivendo em comunhão com Ele.

Padre Pacheco

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