27 out 2010

Entremos pela porta da vida: a porta estreita

Jesus é taxativo em sua palavra: “Entrai pela porta estreita, pois larga é a porta que conduz para a perdição”. Jesus entrou pela porta estreita, pois a vontade de Deus encontra-se aí, na salvação da humanidade, em Jesus, que, indo à nossa frente, entra por esta porta, onde se encontra o plano do Pai e onde todos somos convidados a entrar, pois seguimos Jesus Cristo. Mas eis uns critérios que devemos seguir, para que possamos entrar pela porta estreita, ou seja, fazer a vontade do Pai.

O fato mais surpreendente no chamado de Jesus Cristo a cada um de nós é que tudo aquilo que acontece com Ele, consequentemente, acontecerá com os seguidores d’Ele; melhor dizendo: pior acontecerá conosco. A apostasia está aí! Ela é a alma deste mundo, mundo este que é contrário ao Evangelho e à verdade, que é Jesus. A negação da fé não está é novidade para ninguém.

Para que possamos ser fiéis e não corramos o risco de negar a fé, é preciso que nos aprofundemos  em algumas realidades muito importantes, realidades estas que nos levam a entrar pela porta estreita – que leva à salvação:

Mergulhar a nossa vida no Evangelho: Precisamos ser íntimos da Palavra; quanto mais estivermos mergulhados na força da Palavra, tanto menos atenção daremos a tudo aquilo que quer nos tirar do foco, da meta. Nosso foco, nossa meta é o Senhor, a Sua Palavra. Na intimidade com a Palavra, nos tornamos íntimos de Jesus, pois Ele é o Verbo, que se fez carne. Só se anuncia aquilo que está dentro de nós; é do coração que vêm todas as coisas. Antes de subirmos aos telhados deste mundo, temos de nos abastecer dando tempo e atenção àquilo que é a essência, não nos envolvendo com as supostas perseguições. Não devemos dar poder para quem não o tem.

Jesus nos libertou de todas as escravidões: Não devemos nem podemos temer nada nem ninguém. Somente a Deus; e o Seu temor não é medo, mas confiança e respeito. Nada nem ninguém tem o poder de tirar aquilo que temos de mais precioso: a nossa liberdade. Por mais que possam nos prender e nos matar, dentro de cada um de nós existe algo que ninguém pode matar e aprisionar: aquilo que realmente somos, enquanto filhos e filhas de Deus. Somente nós temos o poder de nos prender e de tirar a nossa vida. Mais ninguém. Em Deus, por mais que existam perseguições e prisões, somos verdadeiramente livres!

Vivemos, enquanto cristãos, da Providência Divina. Para dizer que há muito preocupação em nossa vida, quanto a tudo aquilo que é supérfluo, acidental. Não, o Senhor sabe do que precisamos. Inclusive, sabe de toda a angústia e perseguição que haveremos de passar e as que já estamos passando. Deus, na Sua infinita bondade e misericórdia, sabe do que necessitamos. Tudo concorre para aqueles que amam ao Senhor, já dizia e diz São Paulo.

Na verdade, no mais profundo sentido da questão, o problema não está fora; aliás, nunca está fora, mas dentro de cada um de nós, ou seja, nós ainda não entramos na Palavra e não a deixamos entrar em nós. Não acreditamos naquilo que somos muitas e muitas vezes: filhos e filhas de Deus; livres em Deus. Não vivemos da Divina Providência, pois somos muito autossuficientes; queremos tudo e do jeito nosso; não queremos viver da Providência, fazendo com que o Senhor cuide nós. Desta forma, nunca conseguiremos resistir à grande perseguição. Por que são muito fortes as formas contrárias ao Evangelho? Não! É porque muito fracos somos, inconstantes, imaturos, queremos tudo sem o mínimo de esforço. Deste jeito, seremos tudo, menos cristãos.

Padre Pacheco

Comunidade Canção Nova

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