03 Nov 2007

Doçura e Felicidade no seguimento de Cristo

 

A Igreja hoje celebra a Memória Facultativa de São Martinho de Lima. Nascido em 1579. Aprendeu a profissão de farmacêutico e depois engressou na Ordem Dominicana onde como enfermeiro exerceu com muito esmero e caridade o seu apostolado diante dos pobres e viúvas. Ficou conhecido como o Martinho da Caridade. E por isso, é denominado padroeiro da Justiça social e das Semanas sociais.

Na primeira leitura, Paulo dirigindo-se aos Romanos ( Rm 11,1-2ª.11-12.25-29 ), quere exortamos-nos a ter confiança em Deus. Pois Deus jamais deixa de ser fiel a seu povo e aguarda nossa reposta na fidelidade para com Ele. Deus está de olho no Seu povo. Ele sempre o considerou e por isso o proteje, e não vê o dia do regresso. Para Ele o que conta não é tanto o nosso pecado. Mas a nossa conversão, o regresso para a Casa do Pai. E dizer “ Pai pequei contra o céu e contra Ti. Já não pereço ser chamado Teu filho. Mas trata-me como um dos Teus jornaleiros”. O pecado cometido no passado é ocasião da nossa salvação. Porque foi necessário o pecado de Adão e Eva para que Deus nos enviasse o Seu Próprio Filho, Jesus Cristo Nosso Senhor, em Quem toda a criação foi liberta da impiedade que reinava no seu meio e de todos os seus pecados.

O Salmo 93 faz a ligação entre as duas leituras e numa única oração diz: O Senhor não rejeita o Seu povo. É um convide a procurar o refúgio n’Ele afim de que possamos viver.

No Evangelho Lc 14,1. 7-11 Deus espera de cada um de nós o seguinte: ouvir o Seu chamamento, acolhe-lo, com humildade e assumir com generosidade a missão. Por duas palavras dirá: viver o nosso chamado na Humildade e na hospitalidade.

Nesta narrativa de Lucas, a reunião em torno da mesa de refeição é a moldura para um ensino de Jesus. Lucas é o único evangelista que menciona refeições de Jesus na casa de fariseus, e o faz por três vezes. As intenções do chefe dos fariseus que convidou Jesus não são muito cordiais, pois o anfitrião e seus convidados o observavam para apanhá-lo em alguma falta contra a Lei. Porém, Jesus, por sua vez, também os observa em sua ânsia de escolherem os primeiros lugares, e lhes dirige uma advertência. O banquete das elites é uma imagem da sociedade classista como a nossa, na qual cada um procura passar por cima dos outros para usufruir do poder. A proposta de Jesus é uma subversão dos valores comuns desta sociedade competitiva onde nós vivemos. No Reino de Deus, ocupando-se os últimos lugares, como aqueles que servem, consolida-se o convívio comunitário, na harmonia e na paz.

Portanto mãos à obra. Com São Martinho de Lima aprendamos à doçura e a felicidade que se encontram no seguimento de Jesus Cristo e na submissão aos seus divinos mandamentos.


Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

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